A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que é pré-candidata ao Senado pelo Paraná e deixará o cargo até 30 de março para cumprir o prazo de desincompatibilização. Em entrevista à Rádio Cultura de Foz, ela tratou do cenário eleitoral, defendeu investimentos federais no estado e comentou os desafios do agronegócio diante do mercado internacional.
Gleisi afirmou que a decisão de disputar o Senado foi construída em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A avaliação, tanto dele como do presidente, é que meu nome seria melhor para disputar o Senado”, declarou. Segundo ela, o presidente reforçou a orientação para que entrasse na disputa no Paraná. “Você tem que ir lá, vamos fazer uma campanha boa, bonita no Paraná”, relatou. A ministra confirmou: “Sou pré-candidata ao Senado”. Ela também anunciou que deixa o ministério no dia 30 de março.
Ao comentar o cenário nacional, a ministra ponderou que ainda é cedo para análises definitivas. “Falar de pesquisa nesse momento é até um pouco impróprio”, afirmou. Mesmo assim, avaliou que os levantamentos indicam polarização no país. “Ela mostra que há uma polarização e que a candidatura do Flávio Bolsonaro se consolidou”, disse. Para Gleisi, o espaço para uma terceira via é reduzido. Também afirmou acreditar que o PSD deve manter candidatura própria no primeiro turno.
Sobre o Paraná e a região de fronteira, a ministra destacou investimentos federais em andamento. “O Paraná é um estado importante, tem que ter presença”, afirmou. Ela citou recursos para a Unila, duplicação da Rodovia das Cataratas e Ponte da Integração. Também mencionou a Casa da Mulher Brasileira e investimentos em segurança pública. Em Foz, listou policlínica, UBSs, ambulâncias do Samu, creche e escola integral. “A gente olha sempre a cidade, independente do partido do prefeito”, declarou.
Questionada sobre o mercado da carne e a relação com a China, Gleisi afirmou que o Brasil tem alternativas comerciais. “A China é um dos principais destinos das nossas exportações”, reconheceu. No entanto, destacou que há novos mercados em expansão. “O presidente está indo para a Índia e também para a Coreia”, afirmou. Ela lembrou ainda a abertura do mercado japonês para a carne brasileira. “A carne do Brasil é muito competitiva”, acrescentou.
A ministra também defendeu as políticas de crédito e o acordo internacional firmado pelo governo. “São quase 600 bilhões de crédito, com juros baixos”, afirmou sobre o Plano Safra. Destacou ainda o acordo Mercosul-União Europeia como estratégico. “Esse acordo beneficia demais a agricultura brasileira”, declarou. Gleisi afirmou que o Brasil está mais preparado para enfrentar oscilações externas. “O Brasil está com muito mais capacidade e articulação”, concluiu.




















































