Generauuuuuuuuu!
A reforma administrativa da prefeitura de Foz é, no mínimo, uma obra de engenharia criativa. O “gato do Paulo” não para de miar nas redes, e com razão. O General Silva e Luna, em um lance inusitado, resolveu criar secretarias extraordinárias. A pergunta da periferia: quantas pastas mais serão “engenhadas” para acomodar o pessoal e evitar o bilhete azul? A pérola da vez é a secretaria para tapar buracos. É mole? Em Foz, o buraco é tão embaixo que virou repartição pública. Tomara que o piche chegue antes que o cargo vire poeira.
Pauuuuuuuulooo!
Poxa, Paulo, pare de “ciscar” no terreiro eleitoral! Uma hora quer ser deputado estadual, outra federal, daqui a pouco cogita o Senado ou o Palácio Iguaçu. Só falta dizer que, se o Papa Leão pedir, ele assume o Vaticano. Todo mundo sabe que o seu norte, sul, leste e oeste é a Prefeitura de Foz. Essa fumaça toda de “outras candidaturas” já não engana nem o pipoqueiro da Praça do Mitre. Encara o espelho, Paulo: você só dorme pensando na chave da cidade.
Água no melado
Convenhamos: Paulo construiu uma “base”, na base da lealdade. Lançar-se para o Legislativo agora seria jogar água no melado de quem o apoiou. Se ele entra em uma disputa para estadual ou federal, atropela os aliados que contam com o seu apoio para sobreviverem na selva política. Seria um “salve-se quem puder” digno de filme de naufrágio.
O Funeral ou a ilha?
Há quem diga que o medo de Paulo é o “funeral político”. O cenário está tão maluco que disputar e perder seria enterrar a carreira com banda de música e tudo. No fundo, o que ele iria fazer em Curitiba ou Brasília? Muito esforço para pouco brilho. Mais fácil focar em Ilha Comprida, no litoral paulista, onde ele ergue edifícios com a mesma facilidade com que desvia de perguntas sobre o futuro. Ser vereador na praia é bem menos estressante, convenhamos.
Acampamento na Xavier da Silva
Imaginem se o Paulo lança candidatura antecipada? O inferno na vida do General estaria garantido. As filas na esquina da Xavier da Silva com a Marechal Deodoro iriam dobrar o quarteirão. Teria gente levando cadeirinha de praia, cooler e cobertor para dormir na frente da Construtora Taquaruçu esperando a “benção”. Ver o povo desdenhando o governo atual para acampar na porta da oposição seria uma encrenca cinematográfica.
O passarito e a ratolândia
O dilema de Paulo é o clássico “ser ou não ser”. Mas ele soltou uma gargalhada de vilão de novela quando soube que Chico Brasileiro estaria sendo induzido pelo Governador Ratinho Jr. a disputar uma vaga de deputado federal. O “Mac” teria ligado para a Ratolândia inclusive: “É verdade”. A política paranaense é um eterno baile de máscaras onde ninguém confia no par.
A “Ratolândia” e o Jogo de Xadrez de 2026
Não é só o Chico Brasileiro que está no radar do Palácio Iguaçu. O comentário nos bastidores de Curitiba é que o Governador Ratinho Jr. está montando uma “seleção de prefeitos” para garantir uma bancada federal pesada em Brasília. O plano é pavimentar sua própria estrada para o Senado ou, quem sabe, para algo maior na Esplanada. Para Chico, aceitar o convite é o “beijo da morte” ou a salvação? Difícil hein, mas como a política é a arte do imprevisto, vai lá saber?
Secretário de estimação
Alguém ligou para este colunista indignado com a nomeação de Ivatan Batista dos Reis como o “Capitão Tapa-Buracos”. Mas, gente, lealdade em campanha é como unção: recebida, está recebida. Ivatan é o verdadeiro camaleão dos governos iguaçuenses — já esteve em tantos que o currículo dele parece um guia de labirinto. Agora, ele tem a missão bíblica de curar as feridas do asfalto.
Asfalto?
Coincidência ou não, bastou a reforma sair para as máquinas aparecerem na Vila Iolanda e Jardim Iguaçu. Mas fica o aviso: tomara que o piche seja de qualidade, porque na Avenida das Cataratas a pavimentação virou uma meleca. O povo já batizou de “asfalto movediço”: você pisa para atravessar e corre o risco de ser engolido pela infraestrutura.
Carnaval com ovo de Páscoa
Enquanto isso, a Fundação Cultural aquece os tamborins. O Carnaval deste ano está tão cedo que os supermercados já estão expondo coelhos da Páscoa. Em Foz é assim: você pula no bloco e aproveita para comprar o ovo de chocolate. A pressa da nossa gente é tanta que daqui a pouco vão montar a árvore de Natal no feriado de Tiradentes.
Cassinos em Foz? O Eterno Retorno
Voltou a tramitar com força no Congresso o debate sobre a legalização dos jogos. E Foz do Iguaçu, claro, é a “noiva” favorita dos investidores. Tem gente já escolhendo o terreno e há várias pessoas incrementando resorts com roletas. Na política local, o assunto é tratado com uma mistura de “Deus me livre” em público e “quero o meu” no privado. Se os cassinos saírem antes de todos os buracos tapados em Foz, eu mudo meu nome para Corvo!
O milho de ouro
No campo, as cooperativas da região estão rindo à toa com a valorização das commodities, mas de olho no céu. A estiagem é o fantasma que assombra o Oeste. Itaipu está fazendo a sua parte com os programas socioambientais, mas como diz o ditado: “Itaipu faz a luz, mas quem faz a chuva é o lá de cima”. E o agro, que financia muita campanha por aqui, está cobrando fatura por apoio político.

Rogério Romano Bonato assina a coluna No Bico do Corvo. Escreve de segundas as sextas-feiras com exclusividade para o Almanaque Futuro e Rádio Cultura de Foz do Iguaçu.




















































