O diretor do Hospital Municipal Padre Germano Lauck de Foz do Iguaçu, Áureo Ferreira, desmentiu informações que circulam nas redes sociais sobre suposto atraso de salários e possibilidade de greve na unidade. Em entrevista à Rádio Cultura, ele afirmou que as informações não correspondem à realidade e classificou os boatos como um desserviço à população.
Segundo o diretor, o hospital conta com uma empresa credenciada para a prestação de serviços de anestesiologia no centro cirúrgico, a Anestfoz (Clínica Analgésio Foz), responsável pelo atendimento não apenas no Hospital Municipal, mas também em outras unidades da cidade.
“Nada disso corresponde ao fato. Não há atraso de salários e não existe movimento de greve. O que está acontecendo é uma redução temporária na escala de anestesiologistas, comunicada pela própria empresa”, explicou Áureo Ferreira.
De acordo com ele, a empresa informou que, devido ao afastamento de alguns profissionais — por motivos como licença médica relacionada à gravidez e aposentadorias —, será necessária a redução do número de anestesiologistas de quatro para um por dia, inicialmente até o dia 12 de fevereiro de 2026.
“Essa medida não tem nenhuma relação com salários. Tem a ver com afastamentos de profissionais que compõem o quadro da empresa, que é hoje a única prestadora desse tipo de serviço em Foz do Iguaçu”, ressaltou o diretor.
Impacto nas cirurgias
Áureo Ferreira reconheceu que a reorganização das escalas deve gerar impacto no funcionamento do hospital, especialmente nas cirurgias eletivas, mas garantiu que os atendimentos de urgência e emergência não serão prejudicados.
“Certamente há um impacto, principalmente nas cirurgias eletivas, que podem sofrer algum retardo. Mas estamos priorizando os casos mais graves, que serão incluídos como urgência, garantindo atendimento a quem mais precisa”, afirmou.
Ele destacou ainda que a direção do hospital não está omissa diante da situação e que já houve diálogo com o Ministério Público.
“Tive uma reunião muito proveitosa com o promotor público Dr. Carlos Torres, que entendeu o problema. Vamos encaminhar as informações solicitadas e buscar, junto com a empresa, alternativas que atendam ao interesse público e à responsabilidade social”, disse.
Crítica à desinformação
Ao final, Áureo Ferreira elogiou a atuação da Rádio Cultura e fez um apelo por responsabilidade na divulgação de informações.
“Espalhar informações falsas é um desserviço à sociedade iguaçuense. A imprensa tem um papel fundamental de responsabilidade e cidadania, e vocês estão de parabéns por levar à população aquilo que corresponde à realidade”, concluiu.




















































