O cenário político de Foz do Iguaçu ganhou um novo capítulo com a confirmação da pré-candidatura de Airton José de Jesus à Câmara Federal pelo MDB. Em entrevista exclusiva ao programa Contraponto – a voz do povo, da Rádio Cultura, o advogado e comunicador detalhou os motivos de seu retorno à legenda e as diretrizes que devem nortear sua caminhada nas eleições de 2026.
O “Retorno para Casa”
A filiação, ocorrida na última quarta-feira (11) no Hotel Foz do Iguaçu, contou com a presença de lideranças expressivas, incluindo o deputado federal Sérgio Souza, presidente estadual da sigla. Souza destacou que o nome de Airton já possui o aval do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, enxergando no comunicador uma “possibilidade real de eleição”.
Para Airton, o gesto representa um reencontro histórico. “Este MDB que eu volto hoje é onde comecei minha caminhada em Foz lá em 1985. Como diz Álvaro Dias, quem volta para casa não erra o caminho”, afirmou o pré-candidato, que foi o terceiro nome mais votado para a prefeitura em 2024.
Foz do Iguaçu: Uma Cidade Federalizada
Durante a entrevista, Airton José justificou a opção pela disputa em Brasília em vez de uma cadeira na Assembleia Legislativa (ALEP). Segundo ele, a natureza de Foz do Iguaçu exige uma força política direta no governo central.
“Nossa ponte é internacional, nosso aeroporto é internacional, nossa logística e o comércio exterior dependem de Brasília. Foz tem um sentimento federalizado e precisa de representantes que conheçam essas nuances para captar recursos programáticos, e não apenas emendas isoladas”, pontuou.
Saúde e Gestão em Pauta
Um dos pontos mais contundentes da fala de Airton foi a crise na saúde pública. Ele defendeu abertamente a federalização do Hospital Municipal, argumentando que o custo operacional — estimado em R$ 200 milhões para este ano — asfixia o orçamento municipal e prejudica a atenção primária.
“O trauma é o grande gargalo. O município deveria focar no atendimento infantil e de gestantes, enquanto a alta complexidade precisa de suporte federal ou estadual, possivelmente através de um hospital universitário vinculado à Unila”, sugeriu.
Críticas à Gestão Local
Questionado sobre a atual administração de Foz, o pré-candidato destacou que faltou “coragem” no início do mandato para reformas estruturantes, como a extinção de cargos e fusão de secretarias. Para Airton, a dependência excessiva de repasses externos exige planejamento e projetos técnicos sólidos, algo que, em sua visão, ainda apresenta pendências em obras cruciais como a Perimetral Leste e o Trevo do Charrua.
Reforma Política
Airton também comentou sobre o custo das campanhas e a dificuldade de representatividade no sistema atual, onde candidatos precisam buscar votos em até 100 municípios diferentes. “O voto distrital misto seria um caminho mais justo para que o eleitor conheça de perto quem o representa”, concluiu.


















































