Em entrevista ao programa Contraponto nesta quarta-feira, o novo secretário municipal de Meio Ambiente, Johnys Freitas, detalhou as metas de sua gestão frente à pasta. No cargo desde fevereiro, Freitas destacou que a prioridade da administração é a modelagem do novo contrato de concessão da limpeza urbana, que vence em 2028, visando maior eficiência financeira e agilidade nos serviços prestados à cidade.
Eficiência financeira na gestão de resíduos
Um dos pontos centrais da conversa foi o custo da limpeza urbana. Segundo o secretário, o objetivo é que a nova licitação do lixo espelhe modelos de sucesso como os de Curitiba e Maringá, onde o município obtém retorno através do tratamento de resíduos.
“Hoje temos um contrato que praticamente só gera despesa. Queremos uma atualização que permita transformar o lixo em energia e reaproveitar entulhos, dando mais vida útil ao nosso aterro”, afirmou Freitas.
Bosque Guarani: segurança e reocupação
Sobre a situação crítica do Bosque Guarani, o secretário confirmou que há um projeto de requalificação em andamento junto à secretaria de estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). Para combater a insegurança e as invasões no local, a prefeitura planeja:
-
Reforma estrutural: recuperação de banheiros, trilhas e acessibilidade.
-
Segurança 24h: criação do GDA (Grupamento de Defesa Ambiental), braço da Guarda Municipal que terá base fixa no bosque para garantir o uso familiar do espaço.
-
Cultura e lazer: discussão para transformar o local em um centro cultural, integrando a feirinha e apresentações artísticas para atrair o público e turistas.
Integração de serviços e zeladoria
O secretário enfatizou que a manutenção da cidade depende de uma força-tarefa entre diferentes áreas, esclarecendo divisões de competências:
-
Iluminação pública: o serviço agora é gerido por um departamento específico na secretaria de Obras, e não mais pelo Meio Ambiente.
-
Bem-estar animal (Diba): a diretoria de bem-estar animal segue como prioridade dentro da pasta, com foco na manutenção de serviços e agilidade de processos de licenciamento ambiental para obras públicas.
-
Fiscalização de terrenos: haverá maior rigor na autuação de proprietários de terrenos baldios que não realizam a limpeza, visando diminuir a sobrecarga das equipes municipais.
O desafio da conscientização popular
Apesar dos investimentos em maquinário e equipes, Freitas fez um apelo à colaboração dos iguaçuenses. Ele citou casos de descarte irregular de entulho e lixo doméstico colocado fora do horário da coleta, o que contribui para a proliferação de doenças como a dengue. “Meio ambiente é, acima de tudo, conscientização. O serviço público pode melhorar, mas o cidadão precisa entender que a cidade é um espaço comum”, concluiu o secretário.



















































