Mais de três horas após o horário previsto, o personal trainer Eduardo Werneck Stevens, de 31 anos, deixou o Hospital Municipal Padre Germano Lauck de Foz do Iguaçu no inicio da tarde desta sexta-feira (27). Ele foi encaminhado em uma ambulância do SAMU até o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, de onde seguiu de avião para Curitiba.
Na ambulância, a mãe que o durante o trajeto. Outros familiares também estiveram presentes na saída do hospital, em um momento marcado por emoção e expectativa pela continuidade do tratamento.
Eduardo sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo após um incêndio no apartamento em que morava na VIla Yolanda, no inicio da madrugada da última quinta-feira (26) e permanece em estado gravíssimo. Ele foi transferido para o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, unidade de referência em atendimento a pacientes com queimaduras e casos de alta complexidade.
Estado de saúde e estabilização
Antes da transferência, o médico intensivista responsável pelo atendimento explicou que o paciente está estabilizado e apto para o transporte aéreo.
“O Eduardo está estabilizado, recebeu todo o protocolo de tratamento, está aguardando a transferência para o hospital de alta complexidade neste momento”, afirmou.
Segundo o médico, ele passou a noite estável, recebendo todas as medidas necessárias para o tratamento inicial das queimaduras graves. “Ele recebeu todo o protocolo conforme as diretrizes e está pronto para o transporte”, reforçou.
Atendimento seguiu protocolo internacional
De acordo com o intensivista, o tratamento de grandes queimados segue protocolos bem estabelecidos internacionalmente. Ele destacou que o atendimento envolveu uma força-tarefa desde os primeiros socorros.
“Não foi só por mim. Todo o hospital e toda a equipe de saúde de Foz do Iguaçu, desde o SAMU, pronto-socorro até a UTI, além dos demais profissionais da equipe multiprofissional, aplicaram toda a cadeia de diagnóstico e tratamento preconizada para esse caso”, explicou.
O médico ressaltou que as principais dificuldades estão relacionadas à gravidade do quadro clínico. “É uma doença complicada, de alta mortalidade, com recuperação prolongada. As dificuldades são inerentes à própria doença, mas o paciente tem reagido dentro do possível e está estabilizado para continuar o tratamento em um hospital de alta complexidade.”
Próximas etapas do tratamento
Ainda conforme o médico, o protocolo determina que o paciente receba inicialmente atendimento em unidade de média complexidade com suporte de UTI — o que foi realizado em Foz do Iguaçu. Eduardo passou por avaliação e procedimentos com cirurgião plástico, além de cuidados especializados com curativos e outras intervenções necessárias.
Agora, no hospital especializado em Curitiba, ele deverá dar continuidade ao tratamento intensivo, que inclui acompanhamento multidisciplinar, possíveis novos procedimentos cirúrgicos e cuidados específicos voltados a pacientes grandes queimados.
A família segue acompanhando o caso e aguardando a evolução do quadro clínico.




















































