A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) vai conduzir uma pesquisa inédita no mundo sobre o uso preventivo da cannabis medicinal contra a doença de Alzheimer. O estudo, denominado COONFIA, será realizado pelo Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciência Psicodélica (LCP) e prevê o acompanhamento de voluntários ao longo de 20 anos, avaliando o uso prolongado de baixas doses de canabinoides em pessoas com maior risco genético para a doença.
Segundo o coordenador da pesquisa, Francisney do Nascimento, ainda não existem estudos clínicos que analisem de forma preventiva e contínua o uso de canabinoides em filhos de pacientes com Alzheimer. Além da possível prevenção ou atraso do surgimento da doença, o trabalho também irá observar impactos no bem-estar, na cognição e na qualidade de vida dos participantes.
Podem se inscrever pessoas entre 45 e 65 anos, com ou sem histórico familiar da doença. Os voluntários serão divididos em quatro grupos, incluindo um estudo duplo-cego controlado por placebo e grupos apenas de acompanhamento clínico.
As avaliações ocorrerão a cada seis meses, com consultas médicas, exames e testes cognitivos. O projeto conta com parceria da Associação Santa Cannabis e será conduzido pela biomédica Maria Victoria Luz Gonçalves, sob supervisão do neurologista Elton Gomes da Silva.
As inscrições estão abertas através de formulário online (https://redcap.link/COONFIA) ou pelo
WhatsApp: (45) 92003-4535. Todos os participantes precisam ser alfabetizados e ter disponibilidade para comparecer presencialmente ao campus da UNILA, em Foz do Iguaçu, onde serão aplicados questionários e realizados exames.
Por critérios de segurança, não poderão se inscrever pacientes com doenças hepáticas ou renais, ou histórico de psicose ou epilepsia, assim como gestantes e lactantes. A participação no estudo é gratuita e não remunerada.
Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp ou pelo perfil do LCP no Instagram
(@lcp.unila).




















































