Quem disse que só brasileiro sabe sambar? Os hermanos provaram que também têm samba no pé e celebraram o Carnaval em grande estilo. Pelo menos em Puerto Iguazú, na Argentina, a cidade se transformou neste fim de semana na casa do samba portenho.
Às margens da costa, as comparsas — nome dado aos grupos carnavalescos argentinos — brilharam com todo o seu esplendor, presenteando o público com uma celebração que vai muito além do desfile. É a afirmação da vida, da cultura e do laço que une a região no encontro das Três Fronteiras.
Sob um céu que parecia acompanhar o calor da festa, famílias inteiras ocuparam as arquibancadas do corsódromo — como são chamados os sambódromos argentinos — para acompanhar cada apresentação.
Formato reduzido em 2026
De acordo com a Prefeitura de Puerto Iguazú, por conta das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, a edição de 2026 foi realizada em formato mais enxuto, com a estrutura custeada integralmente pelos blocos e pela comissão organizadora.
Para viabilizar a festa, foi cobrado ingresso de P$ 5 mil (cerca de R$ 18), com entrada gratuita para crianças de até 10 anos.
Outra medida adotada foi a proibição da entrada com bebidas e alimentos adquiridos fora do evento. O público contou com uma praça gastronômica administrada pelos próprios blocos — estratégia que busca fortalecer a arrecadação e contribuir para a manutenção do carnaval.
Desfiles na avenida
Seis grupos carnavalescos — as comparsas — participaram da edição deste ano:
-
Banda Norte
-
Batuke
-
Arco Iris
-
San José
-
Abiarú
-
Yaguareté
Cada grupo teve até uma hora de apresentação, levando para a avenida enredos, coreografias, fantasias e baterias que valorizam a cultura local e mantêm viva a tradição carnavalesca na fronteira.





















































