Mesmo sendo comum os registros de furtos, vandalismo e invasões – que causam prejuízos consideráveis, a maior parte das unidades educacionais da rede municipal ainda funciona sem câmeras de segurança, expondo estudantes, servidores e o patrimônio público a riscos recorrentes. Dados oficiais revelam que, entre 93 instituições de ensino – sendo 50 escolas municipais e 42 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e o Centro da Juventude, apenas cinco contam atualmente com algum tipo de monitoramento eletrônico.
O número reduzido evidencia um cenário que contrasta com a crescente preocupação com segurança nas escolas e com a própria evolução tecnológica adotada em outras áreas da administração pública.
Atualmente, possuem câmeras instaladas apenas o Centro de Juventude Jardim Naipi, o CMEI Soldadinho de Chumbo, a Escola Emílio de Menezes, a Escola João Adão da Silva e a Escola Rosália Amorim. Nas demais unidades, não há qualquer sistema de videomonitoramento.
A limitação do sistema atua contra a proteção das estruturas educacionais e também sobre a prevenção de crimes. Nos últimos três anos, os números indicam uma instabilidade preocupante. Em 2023, foram registrados 34 episódios envolvendo furtos, vandalismo e invasões nas unidades escolares. Em 2024, houve uma queda para 20 registros, mas os dados voltaram a crescer em 2025, com 25 ocorrências.
Embora a redução inicial possa indicar ações pontuais de segurança, o novo aumento reforça que o problema está longe de ser solucionado de forma estrutural.
Em 2023, a Secretaria Municipal de Segurança Pública de Foz do Iguaçu chegou a elaborar um projeto completo para implantação de videomonitoramento nas unidades educacionais. A proposta previa investimento superior a R$ 10,9 milhões e foi apresentada em edital do Governo Federal do Brasil.
No final do ano passado o Executivo enviou para a Câmara de Vereadores um projeto que autorizava a Prefeitura a utilizar parte da verba da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública), para investimento em videomonitoramento em toda cidade, mas os vereadores reprovaram a iniciativa que poderia resolver o problema.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública adiantou que estuda uma maneira de reapresentar o projeto e que realiza estudos e também prepara documentação para viabilizar a contratação de câmeras dentro do chamado projeto de Cercamento Digital, com perspectiva de implantação a partir de 2026. Ainda assim, não há detalhamento sobre cronograma, quantidade de unidades que serão contempladas ou previsão orçamentária já assegurada.
Nos locais onde há câmeras, o acompanhamento ocorre de forma híbrida. As imagens das áreas externas são monitoradas de forma ininterrupta por servidores na sala central de videomonitoramento. Já nas áreas internas, o controle fica sob responsabilidade das próprias unidades escolares, com replicação das imagens para a central.





















































