Hoje, 28 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional do LEGO. A data passa quase despercebida no calendário oficial, mas carrega um simbolismo poderoso para quem já se sentou no chão, quando criança, cercado por pequenas peças coloridas e uma imaginação sem limites.
Guardo com nitidez a lembrança de quando o LEGO parecia mais do que um brinquedo. O que me fascinava não era apenas construir algo reconhecível, mas perceber que os encaixes eram perfeitos. Havia ali uma precisão quase poética: peças diferentes, quando alinhadas corretamente, se sustentavam com firmeza. Um simples clique bastava para transformar uma ideia em algo concreto.
No silêncio da brincadeira, eu descobria que podia construir qualquer coisa. Casas, carros, torres improváveis, objetos sem nome. E se não desse certo, bastava desmontar. Não havia fracasso, apenas a chance de tentar de novo. Uma lição simples, mas que a vida adulta insiste em esquecer.
Do ponto de vista jornalístico, talvez esse seja o segredo da longevidade do LEGO. Criado como brinquedo educativo, atravessou décadas sem perder relevância porque ensina sem impor regras rígidas. Estimula a criatividade, a paciência e a autonomia. Em um mundo cada vez mais apressado, ele convida à pausa, ao erro e à reconstrução.
Hoje, ao ver crianças repetindo o mesmo ritual, espalhando peças pelo chão e criando universos particulares, fica claro que o LEGO não pertence a uma geração específica. Ele pertence à ideia de que imaginar ainda vale a pena.
No Dia Internacional do LEGO, a comemoração vai além do plástico colorido. É um lembrete sutil de que o mundo também pode ser construído assim: peça por peça, com atenção, imaginação e a coragem de desmontar quando algo não encaixa.
Mohamed Fahs




















































