O Hospital Municipal passa por mais uma grave crise no atendimento à população que precisa do atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde. Há cerca de duas semanas a empresa Analgefoz, que mantém contrato com o Município para fornecer os médicos anestesistas, reduziu o número de profissionais de quatro por plantão para apenas um.
Segundo a direção do Hospital Municipal a empresa alegou diminuição no quadro de profissionais associados (cerca de 29) e afastamentos por problemas de saúde, por isso a diminuição no atendimento.
Porém, a mesma empresa, de nome comercial Asense, atende outros dois grandes hospitais da cidade e nestes casos não houve redução no número de profissionais. O Hospital Itamed, por exemplo, mantém sua equipe de cinco anestesistas por plantão. No Hospital Unimed as cirurgias também mantêm o ritmo. Procurada a empresa Analgefoz informou que “manterá a decisão de reduzir os serviços, conforme previsão contratual e já informado ao Hospital Municipal”.
O hospital realizava em média 25 cirurgias por dia. Esse número caiu para 12 procedimentos diários, com prioridade para os casos de urgência.
Desde o início desta semana o hospital enfrenta uma nova debandada de médicos. Os quatro neurocirurgiões que mantinham contrato com o Município também se descredenciaram do serviço médico deixando o atendimento de traumas, grande demanda do HM, completamente paralisado.
A situação chegou ao Ministério Público que abriu dois procedimentos e emitiu recomendações para todos os profissionais envolvidos. A 9ª Promotoria determinou que o atendimento à população seja mantido sob pena de adoção de medidas judiciais. Segundo o MP a pretensão financeira exigida pelos médicos como contrapartida ao atendimento não encontra eco na realidade da tabela do SUS e está, inclusive, acima do que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná considera para a atividade. Ainda, o MP deve oficiar o Conselho Regional de Medicina, por entender, que os médicos estão agindo de forma antiética. “O não cumprimento das recomendações acima referidas importará na tomada das medidas judiciais cabíveis, inclusive no sentido da apuração das responsabilidades civil, administrativa (improbidade administrativa) e mesmo criminal dos agentes que, por ação ou omissão, violarem ou permitirem a violação de direitos da população à saúde”, diz a recomendação do MP.
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck é referência nos atendimentos de urgência e emergência na região da fronteira, incluindo as cidades da 9ª Regional de Saúde. Quem está com cirurgia marcada para os próximos dias, vai ter que aguardar, já os casos mais urgentes estão sendo transferidos para outras unidades médicas.
A situação não tem data para ser solucionada. O diretor do hospital, Áureo Ferreira, disse que acredita que em fevereiro o problema estará solucionado.


















































