A secretária municipal de Educação, Silvana Garcia André, afirmou que a gestão mantém diálogo permanente com professores e sindicato, apesar do estado de greve da categoria até 2 de fevereiro. Segundo ela, desde setembro foram elaboradas três versões da matriz curricular, todas encaminhadas às escolas e às entidades representativas. “O diálogo está acontecendo, sim. O que existe é uma resistência muito grande de um grupo, com viés político, e nós não podemos deixar que isso prejudique as nossas crianças”, declarou.
Sobre as críticas relacionadas ao IDEB, a secretária explicou que o município criou os programas IDEB Ouro e IDEB Diamante como forma de incentivo financeiro aos profissionais. As escolas que atingirem as metas poderão garantir pagamentos de até R$ 6 mil ou R$ 8 mil por servidor, com valores proporcionais para aquelas que apresentarem evolução. “Não existe desaprendizagem. Uma escola não pode regredir no índice, precisa avançar, nem que seja gradativamente”, afirmou, destacando que as metas consideraram a realidade de cada unidade.
Em relação ao convênio Educa Juntos, Silvana lembrou que ele foi assinado em 2023, na gestão anterior, inicialmente focado em Língua Portuguesa e Matemática, e ampliado em 2025 para incluir robótica e inglês. Segundo ela, a proposta de inserir essas áreas já vinha sendo discutida antes da assinatura. “O convênio só reforçou uma ideia que a secretaria já vinha defendendo desde o início do ano”, disse.
Questionada sobre o abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas pedindo sua saída da pasta, a secretária afirmou receber a manifestação com tranquilidade. “Gestão nova, novas ideias, surgem resistências e dúvidas. As pessoas têm direito de se manifestar”, comentou. Ela também rebateu críticas sobre nomeações de servidores em estágio probatório, afirmando que todos os cargos foram preenchidos com base em critérios técnicos e dentro da legalidade.
A secretária destacou ainda ações na área da educação inclusiva. Atualmente, o município tem cerca de 2,5 mil alunos laudados, com aproximadamente 800 professores-apoio. O objetivo, segundo ela, é alcançar 100% de atendimento em 2026. “Esse é um grande desafio nosso”, afirmou, citando a implantação do Centro TEA, projeto piloto voltado à estimulação precoce de crianças com TEA, com previsão de expansão para outras regiões da cidade.
Outro ponto abordado foi a redução da fila de espera por vagas em creches. Com a implantação do georreferenciamento e planejamento unidade por unidade, a fila de crianças de 0 a 3 anos caiu de mais de 2 mil para menos de 600. “Foi um marco para a educação de Foz do Iguaçu. Somente com planejamento, conseguimos esse resultado”, disse. A secretária também confirmou a previsão de um cartão de vale-material pedagógico para professores em 2026 e informou que a distribuição de aulas nas escolas regulares deve ser concluída no início de fevereiro.





















































