Pois é…
A gente aqui na Rádio Cultura Foz se fez essa pergunta esses dias — e a resposta veio em forma de coragem misturada com frio na barriga.
Não somos digital born*. A gente nasceu no rádio, no fio do microfone, no som que abraça sem pedir senha.
E, de repente, lá estávamos nós: site, coluna nova, postagens semanais, plugin pra instalar, palavra “cache” surgindo do nada, plugin que conversa com outro plugin, botão que some, plugin que briga com layout… e a gente tentando traduzir essa nova língua à qual somos adaptados e tentamos dar sentido.
Dá angústia? Dá.
Dá vontade de desistir? Às vezes, também dá, não posso negar.
Mas aí a gente lembra: a primeira transmissão também foi “pela primeira vez”.
A primeira notícia, o primeiro locutor, o primeiro vinil girando no ar… o primeiro texto publicado, tudo começou num dia em que ninguém sabia exatamente como fazer.
Hoje, a nossa “primeira vez” é fazendo testes nesta plataforma digital.
É plugin, é SEO, é aprendizado na marra e na poesia. (Amamos poesia!)
E, olha… estamos indo. Um clique de cada vez, com a mesma verdade de sempre.
Porque, no fim, o que importa mesmo não é nascer pronto.
É continuar nascendo. Continuar experimentando dos bons desafios da vida!
E sempre que vier a angústia dos plugins, ou da linguagem pouco entendida, lembramos: já atravessamos 70 anos de “primeiras vezes” sem nem perceber.
Não nascemos nos sites, mas fazemos deles extensão da nossa voz.
Até o próximo desafio!
Estella Parisotto Lucas
Nota:
* Digital born (nascido no digital): termo usado para quem já nasceu ou cresceu imerso no mundo da internet, sites e tecnologias digitais. É um conceito coletivo do campo dos estudos de cultura digital, sem fonte original única.





















































