O aumento do ICMS sobre os combustíveis, aplicado no início de 2026, já começa a ser sentido em Foz do Iguaçu. Segundo o diretor do sindicato dos combustíveis do município, Cleber Cadore, o reajuste eleva os custos do setor e acaba sendo repassado diretamente ao consumidor, o que pode desestimular o consumo.
De acordo com Cadore, o reajuste está previsto na Lei Complementar 192 de 2022, que determina a atualização do imposto sempre no primeiro dia de cada ano.
“No dia primeiro de 2026 tivemos uma elevação do ICMS que impactou a gasolina, o diesel e também o gás de cozinha. É algo que já estava previsto em lei”, explica.
O aumento médio foi de aproximadamente 10 centavos por litro na gasolina, 5 centavos no diesel e 8 centavos por quilo no GLP.
“Isso representa aumento de fluxo de caixa, aumento de custo de estoque e, consequentemente, a gente repassa isso para a bomba. Quem acaba pagando é o consumidor final”, afirma Cadore.
Segundo ele, o encarecimento do combustível interfere diretamente no consumo.
“Quanto mais caro o combustível, menos consumo. Quanto mais acessível, maior o consumo. A gente não tem poder de decisão sobre o preço, apenas repassa o custo que já vem da tributação”, destaca.
Cleber Cadore ressalta que o setor apenas segue as definições de preço estabelecidas pela Petrobras, que variam conforme o mercado internacional do petróleo.
“O barril de petróleo varia diariamente. A Petrobras determina os valores e nós apenas acatamos as normas”, pontua.
Custo maior na fronteira
Em Foz do Iguaçu, a distância das bases de distribuição também influencia no preço final. A principal origem dos combustíveis é a refinaria de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, com apoio de bases complementares como Cascavel.
“Além do preço do produto, existe o custo do frete até chegar em Foz do Iguaçu. Isso faz com que a nossa região tenha um custo maior em relação a outras do estado”, explica.
Avaliação do setor em 2025
Ao avaliar o cenário econômico de 2025, Cadore afirma que o ano foi difícil para o setor de combustíveis.
“Não foi um ano satisfatório para a economia. Quando o agronegócio, a indústria e o comércio não crescem, a gente acaba vendendo menos”, analisa.
Segundo ele, o desempenho do setor está diretamente ligado à atividade econômica.
“A gente depende da economia ativa. É o caminhão, o trabalhador, o vendedor, todo mundo precisa abastecer. Sem crescimento econômico, o consumo de combustível também não cresce”, conclui.





















































