Com a proximidade das eleições presidenciais de 2026, o cenário político brasileiro começa a ganhar contornos mais claros. Até o momento, seis pré-candidatos confirmaram suas intenções de disputar o Palácio do Planalto, ainda que o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só ocorra em agosto.
O atual presidente, Lula (PT), buscará seu quarto mandato, algo inédito na história do país. Aos 81 anos, ele tenta a reeleição com foco na manutenção dos programas sociais implementados durante seu governo, e lidera as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, empatando tecnicamente com seu principal rival no segundo.
Pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro surge como principal representante do campo opositor, consolidado desde que recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele defende anistia ao pai e aos demais condenados pela tentativa de golpe após a eleição de 2022 e lidera a disputa interna do partido.
O PSD definiu como candidato o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, após a desistência de Ratinho Junior. Com 76 anos, Caiado aposta em sua experiência política e apresenta-se como uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, destacando também a defesa de anistia para condenados políticos.
Outros nomes confirmados incluem Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, que renunciou ao cargo para concorrer; Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre e estreante em eleições presidenciais; e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), veterano da política e ex-deputado federal.
Até o início oficial da campanha, em agosto, os partidos ainda precisam ratificar formalmente cada candidatura em suas convenções. Enquanto isso, as atenções se voltam para as estratégias de campanha, alianças políticas e pesquisas de intenção de voto que já começam a esboçar o cenário da eleição.


















































