As investigações sobre o acidente ocorrido no passeio do Macuco Safari, em Foz do Iguaçu, seguem em andamento e novas informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30) pela empresa responsável pela operação, pela Polícia Científica e pela Polícia Civil.
O gerente administrativo do Macuco Safari, Paulo Ricardo Pimentel de Cordova, afirmou que a prioridade da empresa neste momento é prestar assistência à família da vítima fatal, oferecendo acompanhamento psicológico e todo o suporte necessário.
Segundo ele, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas e, por isso, a empresa evita conclusões precipitadas. Sobre as especulações envolvendo a vazão do Rio Iguaçu, o gerente explicou que a decisão de realizar ou não os passeios é baseada em uma série de critérios técnicos avaliados diariamente por uma equipe especializada.
“Vai uma equipe com um barco, com todos os pilotos que trabalham para eles, para avaliarem juntos se é possível o passeio. Há uma série de indicadores, como galhos próximos, visibilidade e outros fatores. Neste dia específico, a vazão estava abaixo do que normalmente a operação considera como limite”, explicou.
Paulo Ricardo também destacou que desde o último acidente registrado em 1999, a empresa ampliou os investimentos em segurança e passou a contar com certificações internacionais na área. “A gente segue trabalhando na questão da segurança e dos protocolos, como sempre fizemos”, afirmou.
A empresa informou ainda que a previsão de retomada das atividades do Macuco Safari será no próximo sábado (1º), após a conclusão das avaliações técnicas.
Identificação oficial ainda é necessária para liberação do corpo
O chefe titular da Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) da Polícia Científica de Foz do Iguaçu, Raul Messias Lessa, informou que a liberação do corpo do turista holandês Mark Lensink , de 26 anos, depende da conclusão do processo de identificação oficial.
Segundo ele, os protocolos atuais não utilizam mais apenas o reconhecimento por familiares. A identificação é realizada por meio de três métodos científicos: análise das impressões digitais, exame da arcada dentária e comparação de DNA.
Por se tratar de um cidadão estrangeiro, o procedimento exige o envio de documentos oficiais pelas autoridades dos Países Baixos, o que pode prolongar o processo. “Nós entramos em contato com o consulado dos Países Baixos para solicitar os documentos necessários e realizar o cruzamento dessas informações”, explicou Raul Lesser.
Após a confirmação oficial da identidade, a legislação prevê que a liberação do corpo seja feita a parentes de primeiro ou segundo grau. Como os familiares presentes no Brasil não se enquadram nessa condição, caberá ao Consulado dos Países Baixos designar um responsável para realizar a retirada do corpo.
Depoimentos reforçam linha de investigação
A Polícia Civil também avançou na apuração do caso. Até o momento, duas testemunhas sobreviventes, ambas turistas holandesas, foram ouvidas com o auxílio de um tradutor.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, os depoimentos são considerados suficientes nesta etapa e, por isso, não há previsão de novas oitivas com os sobreviventes.
Os relatos indicam que a embarcação tombou logo no início do passeio após ser atingida por uma forte rajada de vento e afundou em aproximadamente dez minutos.
A investigação prossegue com a realização de perícias técnicas, análise de imagens e a coleta dos depoimentos do piloto e do copiloto da embarcação. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência.































