Empresa vence licitação da Escola Lúcia Marlene com preço abaixo da média de mercado

onstrutora apresentou proposta para construir obra por R$ 2,8 mil o metro quadrado; média de preços na região é de R$ 5 mil/m²

Prefeitura derrubou dezenas de árvores da praça para a construção da escola

A Prefeitura de Foz do Iguaçu homologou nesta quinta-feira (07) a licitação para a construção da sede da Escola Municipal Professora Lúcia Marlene Pena Nieradka, que atualmente funciona junto ao Estádio Pedro Basso.

A nova licitação vem em substituição ao processo anterior em que a construtora vencedora a época ter abandonado o projeto, ainda na fase de terraplanagem, por problemas financeiros.

No novo processo, 29 empreiteiras apresentaram propostas, mas as quatro primeiras colocadas não preencheram os requisitos exigidos pelo município para a contratação do serviço.

A empresa Construtora Lowe, de Santa Helena, venceu o certame com a proposta de R$ 8.299.708,35, um custo médio de R$ 2.861,96 por metro quadrado — valor abaixo do praticado por empresas da região que cobram entre 5 e 6 mil reais o metro quadrado para este tipo de obra. O valor orçado pelo município para o projeto era de R$ 10,2 milhões, mas as empresas poderiam apresentar desconto sobre este levantamento.

O projeto prevê uma estrutura de aproximadamente 2.900 metros quadrados, com 13 salas de aula, biblioteca, sala de informática, espaços administrativos e quadra coberta e refeitório.

Apesar da economia inicial, contratos com valores abaixo dos de mercado exigem maior capacidade financeira das empreiteiras, já que o pagamento ocorre por medições, conforme a execução das etapas.

Em experiências semelhantes, esse modelo pode resultar em atrasos, necessidade de aditivos contratuais ou dificuldades na continuidade da obra, especialmente em cenários de margem reduzida.

A nova unidade deve substituir a atual estrutura da escola, que funciona há mais de 20 anos sob a arquibancada do estádio, que fica na Vila Iolanda.

A escolha do novo endereço da escola gerou grande insatisfação de moradores do local escolhido, por se tratar de uma praça que era mantida pela população com dezenas de árvores da espécie pau brasil. Durante a campanha e, até após eleito, o prefeito Silva e Luna sempre garantiu que não construiria a escola no lugar da praça, mesma garantia dada pela secretária de Educação. Porém, quando o novo edital foi publicado ficou mantido o antigo endereço para a nova edificação.

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