O Governo do Estado do Paraná afirmou, através de nota da Secretaria Estadual da Saúde, que irá garantir a continuidade dos atendimentos obstétricos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu, após o Hospital Itamed comunicar a possibilidade de suspensão dos serviços em até 60 dias.
A unidade, referência para Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, informou às autoridades de saúde que pode interromper os atendimentos de obstetrícia de risco habitual — que representam 52% dos partos realizados — caso não haja revisão nos valores pagos pelo Estado.
Segundo a Fundação Itaiguapy, gestora do hospital, o cenário financeiro é considerado insustentável. Atualmente, 78% dos atendimentos são destinados ao SUS, mas esse volume representa apenas 18% da receita da instituição.
Para manter o serviço, o hospital solicita o reajuste no valor pago por parto, que hoje é de R$ 1.845,34, para pelo menos R$ 3.048,15. A direção aponta que a diferença entre custo e repasse tem gerado déficit contínuo.
O ofício foi encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde, com cópia ao Ministério Público e ao Conselho Municipal de Saúde. A negociação para reequilíbrio financeiro, segundo a instituição, se arrasta há mais de um ano sem solução.
Apesar do cenário, o Governo do Estado sustenta que não haverá interrupção no atendimento às gestantes, indicando que o serviço será mantido.
O Hospital Itamed realiza mais de 4 mil partos por ano pelo SUS apenas para pacientes de Foz do Iguaçu, o que dimensiona o impacto potencial de qualquer mudança na oferta.
A Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que acompanhará as tratativas.
