O encerramento da janela partidária eleitoral, no último sábado, marcou uma reconfiguração no cenário político de Foz do Iguaçu, com movimentos estratégicos de lideranças locais de olho nas eleições de outubro.
Entre os parlamentares com mandato, a migração dos deputados Nelsi Coguetto, o Vermelho, e Matheus Vermelho do PP para o PL indica um reposicionamento dentro do campo político alinhado à direita, fortalecendo a sigla no município. Vermelho, que já integrou o partido, retorna após ter se afastado durante a eleição municipal de 2024, quando apoiou candidatura fora da legenda. O prefeito Silva e Luna é o atual presidente da legenda, mas apesar de estar no partido do senador Sérgio Morto, pré-candidato ao governo do Estado, declinou apoio ao grupo de Ratinho Júnior, PSD. O deputado federal Fernando Giacobo trocou o PL pelo PSD.
Na esfera estadual, o deputado Batatinha deixou o MDB e passou a integrar o PSD, em uma mudança que pode refletir ajustes de alinhamento político e eleitoral dentro da base partidária.
Outro movimento de impacto foi protagonizado pelo deputado federal Luciano Alves. Diante da abertura de um processo interno por quebra de decoro parlamentar no PSD, ele optou por antecipar sua saída e se filiar ao Podemos, buscando preservar capital político e viabilidade eleitoral. A mesma sigla também recebeu o vereador Sidnei Prestes, ex-Mobiliza, ampliando sua presença no Legislativo municipal.
No campo da esquerda, a vereadora Yasmin Hachem teve sua filiação ao PT consolidada, após ter sido reeleita pelo Partido Verde, sinalizando aproximação com uma estrutura partidária mais robusta para o próximo ciclo eleitoral.
Entre as lideranças sem mandato, o ex-prefeito Chico Brasileiro deixou o PSD e ingressou na federação PSDB/Cidadania, em um movimento que sugere uma forma de garantir legenda para concorrer ao cargo de deputado, vez que o PSD recebeu novas filiações de grande peso político nos últimos dias, apesar das incertezas quanto à continuidade da federação.
Já Deoclécio Duarte, que disputou a vice-prefeitura, passou a integrar o União Brasil após transitar por outras siglas desde o último pleito. Seu ex-companheiro de chapa, Airton José, também promoveu mudança recente, retornando ao MDB. Os dirigentes partidários Zé Elias e Fabiano Bordignon pediram suas desfiliações do União Brasil e ingresso no PL.
As movimentações evidenciam não apenas trocas formais de legenda, mas uma disputa por espaço, influência e protagonismo na composição das chapas e alianças para as eleições municipais, redesenhando o equilíbrio de forças políticas na cidade.
