A possibilidade de suspensão dos atendimentos de maternidade no Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, gerou forte preocupação entre autoridades da saúde. O tema veio à tona após um documento que aponta desequilíbrio financeiro na unidade e a possibilidade de mudanças no contrato com o Estado.
Em entrevista a Rádio Cultura Foz o presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comus), Khalid Walid Omairi, afirmou que a situação pode ter impacto direto em milhares de famílias da região e precisa de լուծução imediata.
“Nós recebemos com muita preocupação. Esse documento foi encaminhado ao secretário de Estado da Saúde no dia 27 de março e só tivemos conhecimento no dia 2 de abril, durante uma reunião com a direção do hospital”, explicou.
Segundo ele, os serviços de maternidade atendem não só Foz do Iguaçu, mas também Santa Terezinha de Itaipu, com uma média de cerca de 500 atendimentos por mês — mais de 5 mil por ano.
“Eles alegam um grave desequilíbrio econômico-financeiro e pedem o descredenciamento ou uma nova pactuação. O contrato atual se encerra em cerca de quatro meses, então o caminho mais adequado seria um novo acordo que garanta a continuidade do serviço”, destacou.
O presidente do Comus foi direto ao comentar o possível impacto da suspensão:
“Será um desastre. Toda a parte hospitalar hoje é encaminhada para o Itamed. É o único hospital da nossa regional que tem UTI pediátrica e neonatal. Os profissionais são qualificados e a estrutura é adequada”.
Khalid também alertou que outros hospitais da cidade não teriam պայմանների para absorver a demanda de forma imediata.
“Isso pode gerar uma crise sanitária no município. O Hospital Municipal e outras unidades não têm condições de assumir todos esses atendimentos de uma hora para outra”.
Diante do cenário, o Conselho Municipal de Saúde busca diálogo urgente com os órgãos responsáveis.
“Estamos tentando reunir todos os envolvidos e já solicitamos uma reunião de emergência com a 9ª Regional de Saúde. É fundamental que as partes voltem à mesa de negociação para evitar qualquer interrupção desse serviço essencial”.
A preocupação agora é garantir que gestantes e recém-nascidos não sejam prejudicados por uma eventual paralisação.
“Estamos falando de um dos momentos mais importantes na vida das famílias. Não podemos permitir que haja descontinuidade nesse atendimento”, finalizou.





















































