Dalia López foi presa nesta quinta-feira (02), em um apartamento no bairro Herrera, em Assunção, após permanecer foragida desde março de 2020 no contexto do caso envolvendo a entrada irregular do ex-jogador Ronaldinho no Paraguai.
A prisão ocorreu pela manhã, durante uma operação conduzida por unidades especializadas da Polícia Nacional, que conseguiram localizá-la após anos de buscas. López era alvo de mandado de prisão por suposto envolvimento no fornecimento de documentos paraguaios com informações falsas.
O caso está relacionado à investigação que resultou na prisão de Ronaldinho e de seu irmão, que entraram no país com documentos falsificados. Considerada peça-chave no esquema apurado pelo Ministério Público, a empresária foi colocada à disposição da Justiça para o início dos procedimentos legais cabíveis.
A prisão de Ronaldinho Gaúcho em Assunção, no Paraguai, ocorreu em março de 2020 e ganhou repercussão internacional. O ex-jogador e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, foram detidos após entrarem no país com documentos paraguaios adulterados. A viagem, que inicialmente teria caráter promocional, acabou se transformando em um caso policial que chamou a atenção da imprensa mundial.
A investigação apontou que os passaportes utilizados pela dupla eram falsificados, embora tenham sido apresentados como legítimos no momento da entrada no Paraguai. As autoridades paraguaias passaram a apurar a possível participação de uma rede criminosa envolvida na emissão irregular de documentos. Durante o processo, vieram à tona suspeitas de que empresários e figuras locais teriam facilitado a operação.
Ronaldinho e o irmão chegaram a cumprir prisão preventiva em uma unidade policial, sendo posteriormente transferidos para prisão domiciliar em um hotel de Assunção. Após cerca de cinco meses, a Justiça paraguaia autorizou a libertação da dupla mediante pagamento de multa e outras medidas legais. O caso encerrou-se com um acordo, mas deixou repercussões jurídicas e diplomáticas, além de impactar a imagem pública do ex-jogador.
