Justiça concede prisão domiciliar a Jorge Guaranho

Juiz da Execução da pena atendeu a pedido da defesa do condenado após parecer favorável do Ministério Público.

Guaranho passará a cumprir pena em casa

A Justiça concedeu prisão domiciliar a Jorge Guaranho, condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Marcelo Arruda. A decisão, baseada em laudos médicos que apontam quadro de saúde grave, permite que o réu cumpra a pena em casa, sob monitoramento eletrônico e restrições judiciais.

O caso, que ganhou repercussão nacional, remonta a julho de 2022, quando Marcelo Arruda foi morto a tiros durante a própria festa de aniversário, em Foz do Iguaçu. O crime, motivado por divergências políticas, se tornou símbolo da violência no período eleitoral daquele ano. Em 2025, o Tribunal do Júri reconheceu a gravidade dos fatos e condenou Guaranho por homicídio duplamente qualificado.

A concessão da prisão domiciliar reacendeu debates sobre o cumprimento de pena em crimes de grande repercussão social, especialmente diante da gravidade do caso.

Em nota, a assistência de acusação, que representa a família da vítima, manifestou preocupação com a decisão. O posicionamento reconhece que o direito à saúde deve ser assegurado a toda pessoa privada de liberdade, mas ressalta que medidas como a prisão domiciliar precisam ser tratadas com rigor e excepcionalidade — sobretudo em casos de crimes dolosos contra a vida.

A manifestação também destaca os impactos duradouros do crime sobre a família de Marcelo Arruda. A viúva, Pamela Silva, recebeu a notícia enquanto levava o filho caçula, de três anos, para tratamento psicológico, em razão das consequências emocionais da perda do pai.

Segundo a assistência de acusação, qualquer flexibilização no cumprimento da pena exige fiscalização permanente, para que não se transforme em fator de descrédito da Justiça perante a sociedade e a memória da vítima.

A defesa da família informou ainda que continuará acompanhando o caso e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para garantir a correta aplicação da lei e a efetividade da decisão do Tribunal do Júri.

A decisão volta a colocar em evidência o equilíbrio entre garantias individuais e a resposta do sistema de Justiça em casos de alta gravidade e forte repercussão pública.

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