Algo há!
A abrupta desistência de Ratinho Júnior na corrida presidencial atiçou a imaginação das arquibancadas. Quais seriam os reais motivos que levaram o governador a abraçar o que antes parecia a menor das probabilidades? Há, em verdade, várias vertentes — todas ligadas ao risco de desabamento da vistosa vidraça do Palácio Iguaçu. E põe vidraça nisso. Este colunista passou a matutar mais sobre o assunto após participar do programa Contraponto com o pré-candidato Requião Filho (ou Maurício Thadeu de Mello e Silva, para os íntimos e para a certidão de batismo). Na toada da campanha, contudo, o rigor do nome de batismo não cabe.
No mar da tranquilidade
Pense em alguém tranquilo, de bem com a vida. Requião Filho parece pronto para o que virá. Fala com propriedade e, embora elegante com os adversários, deu o tom dos próximos meses: Ratinho terá de serpentear por um matagal repleto de ratoeiras — muitas delas plantadas por supostos aliados. Longe das metáforas, a oposição prepara uma artilharia pesada sobre contratos em diversas frentes: Copel, estradas, pontes, portos, pedágios… Tudo “lindo de morrer” na propaganda, mas terreno tormentoso na vida real.
Canhão apontado
Francamente? Creio que Ratinho Júnior teme muito mais Requião Filho do que Sérgio Moro. Possivelmente o senador será o autor das denúncias, mas é Requião Filho quem saberá dissecar cada “parábola” com precisão cirúrgica, pois as acompanha de perto há tempos. O desempenho do deputado em entrevistas já reflete o arsenal que vem estocando. Taí uma das razões para o governador decidir fincar pé no Palácio Iguaçu até o último dia de gestão.
Muro pesado
A política paranaense anda esquisita. Enquanto Moro mobiliza a tropa, Ratinho cerca o Palácio com sacos de areia. O restante da turma sobe no muro, aguardando o resultado dos primeiros embates para ver quem terá as primeiras baixas. Enquanto o pau quebra, Requião Filho, Rafael Greca e Ricardo Barros assistem de camarote, cada um com seu saco de pipoca. Eita, como se divertem!



Fumacê no PL
Ontem o clima esquentou no PL, partido que foi “tomado de assalto” por Sérgio Moro. A debandada de Fernando Giacobo motivou o encontro; muitos saíram anunciando a saída da legenda, embora alguns insistam em ficar. No burburinho que nos interessa, correu o boato de que o General Silva e Luna mudaria de mala e cuia para o PSD. O movimento foi supostamente desmentido, mas este colunista ouviu um áudio do prefeito de Foz e ficou mais na dúvida do que na certeza.
Quem desmentiu?
A informação incomodou muita gente, mas foi o vereador Ranieri Marchioro quem pôs a mão no fogo. Garantiu que o General fez o seu “Dia do Fico” no PL. Há quem diga, porém, que Ranieri não deveria empenhar tanto o gogó pelo prefeito; nos bastidores, comenta-se que o plano real é um “cavalo de pau” partidário com saída cantando pneu. A maledicência vai além: a permanência de certos prefeitos e vereadores na sigla serviria apenas para causar tumulto interno. Como não serão candidatos, o objetivo seria uma espécie de implosão controlada. Convenhamos, se isso acontecer, será uma senhora pedra no sapato de Sérgio Moro.
Ai…ai…ai…
As encrencas no Paraná se tornaram pequenas perto da cena protagonizada pelo deputado Luciano Alves, aparentemente em frente a um restaurante. Ele e uma assessora se entrevaram com uma mocinha laboral, da juventude jovem juvenil. Que barbaridade! Bom, Luciano quando apronta, não arranja encrenca miúda.
O voo do Morales
O ex-presidente da Câmara de Foz, João Morales, resolveu colocar as cartas na mesa — ou melhor, as asas de fora. Confirmou que é pré-candidato a deputado federal pelo Solidariedade. Morales, sabe que a cadeira da presidência do Legislativo lhe deu um “verniz”. Agora, ele jura de pés juntos que tem mais bagagem e, principalmente, mais estrutura para encarar o trecho.
Foz, cidade “Federal”
A tese do homem é interessante: ele defende que Foz do Iguaçu seja tratada como uma “cidade federal” em Brasília. Pudera, com tanta decisão lá no Planalto respingando aqui na fronteira, faz sentido. O discurso de “prata da casa” está afiado: Morales quer convencer o eleitor de que votar em “paraquedista” é pedir para ser esquecido depois da apuração. Resta saber se o iguaçuense vai comprar a ideia de que o “conhecimento de causa” local supera as grandes estruturas.
As contas do ninho
Nos bastidores do Solidariedade, a conta é otimista, mas pé no chão. O plano é garantir a eleição do Delegado Francischini e brigar pela sobra, ou quem sabe uma segunda vaga direta. Morales mira o “número mágico” entre 30 e 35 mil votos. Para quem já fez 5 mil sem a vitrine da presidência, o salto é grande, mas ele acredita que a visibilidade é o fermento que faltava nesse bolo.
Olho no retrovisor
O Corvo andou sobrevoando as conversas de café e notou que o campo para federal em Foz está virando um congestionamento de pré-candidatos. Se todos saírem, a dispersão de votos pode ser o grande vilão. Morales aposta no grupo político e na “musculatura” adquirida. Se vai decolar ou se vai ficar no “quase”, só o tempo (e o título de eleitor) dirá. Por enquanto, o homem está com o motor aquecido e pronto para a pista!
Rogério Romano Bonato está de olho na política estadual e escreve a coluna No Bico do Corvo com exclusividade para o Almanaque Futuro e meios eletrônicos da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu.


















































