O Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu acompanha atualmente 25 obras públicas que somam cerca de R$ 55 milhões no município. Além disso, a entidade também atua no monitoramento de contratos, licitações e políticas públicas, conforme apresentado em relatório quadrimestral divulgado à comunidade.
O balanço reúne informações sobre o período de setembro a dezembro de 2025 e inclui análises técnicas, pedidos de ajustes em processos licitatórios e avaliação de contratos públicos. As atividades da Câmara de Vereadores também fazem parte do acompanhamento.
Segundo o presidente da entidade, Jaime Nascimento, o objetivo é ampliar a transparência e incentivar a participação da população. “Acompanhar como é aplicado o dinheiro público é exercer a cidadania”, afirmou.
A coordenadora Rafaela Buono destacou que o trabalho conta com metodologia padronizada e suporte técnico para voluntários, que atuam na análise de licitações, contratos e políticas públicas.
O engenheiro voluntário do observatório, Marco Aurélio Vianna Escobar, explicou que o trabalho da entidade não é de fiscalização, mas de acompanhamento técnico.
Atualmente, das 25 obras monitoradas, cerca de cinco a seis recebem visitas presenciais, enquanto as demais são acompanhadas por meio de análise documental.
Entre as principais obras com acompanhamento em campo estão:
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Escola Municipal Cândido Portinari
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Reforma da piscina do Ginásio Costa Cavalcanti
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Construção de Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Bubas
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Implantação de infraestrutura no loteamento Bubas
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Construção do CEU da Cultura na mesma região
Segundo Escobar, o cenário atual indica que as obras seguem, em geral, dentro da normalidade. Algumas já estão em fase final, enquanto outras ainda não foram iniciadas ou apresentam atrasos considerados recuperáveis.
A reforma da estrutura de apoio da piscina do Costa Cavalcanti, por exemplo, está em fase final de execução. O mesmo ocorre com a Escola Cândido Portinari.
Quando são identificados atrasos mais significativos, o observatório entra em contato com a prefeitura para solicitar esclarecimentos e acompanhar as medidas adotadas.
De acordo com o voluntário, há diálogo com a administração municipal. “Sempre buscamos entender como será feita a recuperação dos prazos. Até agora, temos tido retorno dentro do possível”, explicou. Ele ressalta que o objetivo do trabalho é contribuir com a melhoria das obras públicas. “A ideia é ajudar para que as obras tenham qualidade e atendam à população”, afirmou.
Além das obras, o observatório também acompanha contratos de grande impacto financeiro, como o transporte coletivo e eventos culturais. Casos envolvendo a Feira do Livro e o Natal de 2025 foram analisados pela entidade, incluindo questionamentos sobre editais e custos.
Algumas dessas situações foram levadas ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que já se manifestou parcialmente em determinados processos.
Também há preocupação com contratos próximos do vencimento, como o do transporte coletivo, previsto para março de 2027, e com a futura licitação do serviço de coleta de lixo.
O Observatório Social reforça o convite para que moradores participem como voluntários. A entidade também integra iniciativas nacionais, como ações coordenadas pelo Tribunal de Contas da União para retomada de obras públicas, especialmente na área da educação.
A proposta, segundo os representantes, é fortalecer o controle social e ampliar a transparência na gestão pública, contribuindo para a melhoria dos serviços oferecidos à população.
