Haja paciência: aduana argentina vai intensificar fiscalização na Páscoa

Travessia entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú já é lenta e deve piorar com mais rigor; preços no país vizinho também vêm espantando turistas.

Feririnha revitalizada atrai turistas, mas preço dos alimentos espanta

As longas filas na fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú já fazem parte da rotina — e a tendência é de piora com a proximidade da Semana Santa. Mesmo antes do reforço anunciado pela Dirección Nacional de Migraciones, turistas brasileiros enfrentam horas de espera para cruzar a Ponte Tancredo Neves. A expectativa é de que o aumento no rigor da fiscalização, somado ao crescimento do fluxo no feriado, agrave ainda mais a lentidão.

O cenário é ainda mais delicado para o comércio de Puerto Iguazú. Além da dificuldade de acesso causada pelas filas, os comerciantes enfrentam uma queda no consumo provocada pela alta de preços no país vizinho. Com a economia argentina cada vez mais dolarizada, muitos produtos ficaram significativamente mais caros, afastando o turista brasileiro, que historicamente sustentava boa parte do movimento local.

Na prática, a combinação de preços elevados e dificuldade na travessia tem levado muitos visitantes a desistirem de cruzar a fronteira, impactando diretamente o comércio local, expecialmente o carro chefe que são os restaurantes — justamente em um dos períodos mais importantes do calendário turístico.

Diante desse contexto, autoridades reforçam a importância de estar com a documentação correta para evitar ainda mais atrasos. Para entrar na Argentina, é necessário apresentar:

Documentos obrigatórios:

Viagem com menores:

Para quem atravessa de veículo:

Apesar das críticas, o governo argentino sustenta que o reforço na fiscalização é necessário para garantir segurança e controle.

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