Justiça proíbe agressor de se aproximar da Mesquita em Foz do Iguaçu

Medida judicial reconhece gravidade de agressão contra muçulmanas e reforça segurança da comunidade islâmica na cidade

Foto: Reprodução

A Justiça determinou medidas restritivas contra o homem acusado de agredir duas mulheres muçulmanas dentro do Shopping JL, em Foz do Iguaçu. O caso ocorreu no dia 12 de fevereiro e gerou forte repercussão na comunidade local.

O suspeito está preso preventivamente e foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de injúria, lesões corporais, discriminação e preconceito.

Além da ação criminal, o Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu ingressou com uma ação judicial com o objetivo de garantir a segurança dos frequentadores da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab.

No inicio desta semana o juiz Geraldo Dutra de Andrade Neto decidiu que o acusado está proibido de frequentar eventos religiosos e de se aproximar do templo, sob pena de multa de R$ 2.500,00 em caso de descumprimento.

Segundo os advogados Welington Eduardo Lüdke e João Felipe Casco Miranda, que representam o Centro Cultural Islâmico, a decisão reconhece a gravidade dos atos e reforça a proteção à comunidade muçulmana.

O secretário-geral da mesquita, Khalid W. Omairi, afirmou que a decisão foi recebida com serenidade pela comunidade e representa um importante avanço na garantia da segurança coletiva.

“A comunidade islâmica recebeu com bastante serenidade e naturalidade essa decisão judicial, que reconhece a gravidade e a violência dos atos praticados contra duas mulheres muçulmanas”, destacou.

Ele também ressaltou o papel da mesquita como espaço de acolhimento e convivência.

“A mesquita é um ambiente de paz, de inclusão, de espiritualidade, mas também precisa ser um ambiente de segurança para todos que a frequentam”, afirmou.

O líder lembrou ainda a relevância do local para a cidade e para o turismo religioso no Paraná.

“Hoje a mesquita integra o circuito oficial do turismo religioso do estado e recebeu mais de 75 mil visitantes no último ano. Além de ser um espaço de oração, é um símbolo de convivência e respeito entre diferentes culturas”, disse.

Khalid também reforçou a importância da harmonia entre religiões em Foz do Iguaçu.

“A cidade é um exemplo de diálogo interreligioso, de diversidade e convivência harmoniosa. Esse é um valor que precisa ser preservado”, pontuou.

Por fim, ele afirmou que a instituição seguirá adotando medidas legais para garantir a proteção da comunidade.

“Seguiremos utilizando todos os meios jurídicos para resguardar a coletividade e garantir que a liberdade religiosa seja exercida sem qualquer tipo de violência ou constrangimento, especialmente protegendo mulheres e crianças”, concluiu.

O caso segue em tramitação na Justiça.

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