Acusado da morte de Daniele, durante suposta briga de trânsito, dá sua versão do caso

Outros casos de repercussão em 2025 seguem tramitando na Justiça: homicídios de Zarhará e de pai e filho mortos em atropelamento já têm réus pronunciados.

Daniele foi morta enquanto retornava para casa após participar de um culto religioso

A morte da dona de casa Daniele Alvarenga, de 29 anos, registrada em março de 2025 em Foz do Iguaçu, segue em tramitação na Justiça e ainda é marcada por versões divergentes sobre a dinâmica dos fatos. Daniele foi atingida por um disparo de arma de fogo durante uma ocorrência no trânsito, enquanto estava em um veículo com o companheiro e cinco crianças. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Inicialmente, o caso foi tratado como uma possível briga de trânsito seguida de perseguição. No entanto, durante a fase de instrução processual, o companheiro da vítima teria apresentado uma nova versão em juízo, diferente da relatada anteriormente à polícia.

De acordo com a defesa do acusado, o depoimento prestado em audiência afastaria a hipótese de discussão prévia entre os envolvidos. A tese apresentada sustenta que o réu estaria sendo seguido pelo outro veículo e que teria alterado o trajeto na tentativa de evitar a situação, conforme relotu em vídeo o próprio Adilson César de Oliveira, autor do disparo que vitimou a dona de casa.

Ainda conforme a defesa, imagens anexadas ao processo indicariam que o carro conduzido pelo companheiro de Daniele seguia atrás do veículo do acusado. A versão apresentada aponta que, diante da aproximação, Adilson teria efetuado um disparo para o alto como forma de advertência e, posteriormente, realizado um único disparo em direção ao motorista, que acabou atingindo a passageira.

A defesa argumenta que o réu teria agido sob a percepção de risco iminente, hipótese que poderá ser analisada no decorrer do processo. Também contesta a conclusão do inquérito policial, sustentando que a investigação inicial partiu de uma interpretação equivocada sobre a dinâmica do ocorrido. Até o momento, a Delegacia de Homicídios concluiu o inquérito, e o caso segue sob análise do Poder Judiciário. As circunstâncias do crime, bem como a eventual responsabilização penal, ainda serão avaliadas nas próximas etapas processuais.

Zarahra foi morta em fevereiro de 2025

Casos Zarhará e de pai e filho atropelados seguem em tramitação na Justiça

O assassinato de Zarhará Hussein Tormos, de 25 anos, é um dos mais emblemáticos de 2025 em Foz do Iguaçu. A jovem desapareceu após sair da faculdade e foi encontrada morta dois dias depois, no próprio carro, em uma área rural. Os acusados, Pâmela da Silva Campos e Bruno Martini Vieira, foram pronunciados pela Justiça e irão a júri popular. Ambos seguem presos desde março do ano passado. O processo está em segredo de Justiça, e recursos apresentados pela defesa ainda impedem a definição da data do julgamento.

David Martens, motorista que atropelou pai e filho a caminho do trabalho

Também teve grande repercussão o atropelamento que matou Gilberto de Almeida e Alexsandro Leal de Almeida, pai e filho, em março de 2025.
O acusado, David Andre Martens, foi pronunciado por duplo homicídio qualificado e outros crimes de trânsito. A acusação sustenta que ele dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade e avançou o sinal vermelho. A defesa recorre da decisão e tenta desclassificar o caso para homicídio culposo. O réu responde em liberdade, com medidas cautelares, enquanto aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri, caso a apelação apresentado pela sua defesa não seja acatada pela Justiça.

 

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