Procon intensifica monitoramento dos combustíveis em Foz após tensão no Oriente Médio

Pesquisa extraordinária em postos de combustíveis busca identificar possíveis aumentos indevidos diante da alta do petróleo no mercado internacional.

Foto: Procon-PR

O acirramento do conflito no Oriente Médio, marcado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, provocou uma disparada de 30% no preço do barril de petróleo Brent e acendeu o alerta para o mercado de combustíveis. Em resposta, o Procon de Foz do Iguaçu anunciou que intensificará a fiscalização, com um novo levantamento completo de preços previsto para o dia 1º de abril, visando detectar qualquer aumento ilícito antes do cronograma habitual.

Segundo o diretor do órgão, Sidney Calixto, além da pesquisa mensal que normalmente é realizada a partir do dia 15, será feito um novo levantamento em todos os postos no primeiro dia do próximo mês. O objetivo é identificar possíveis aumentos abusivos motivados pela instabilidade no mercado internacional. Ele afirmou que, nas últimas pesquisas feitas pelo Procon, não foram encontradas irregularidades nos preços praticados na cidade.

Calixto explicou que muitas vezes a população associa diretamente os anúncios de reajuste ou redução feitos pela Petrobras aos valores cobrados nos postos. No entanto, o preço divulgado pela estatal refere-se à gasolina do tipo A, vendida pelas refinarias. Nos postos, o produto comercializado é a gasolina C, que recebe mistura de etanol e ainda sofre a incidência de tributos e custos operacionais, fatores que influenciam no valor final ao consumidor.

O diretor também destacou que a análise sobre possíveis abusos precisa considerar as particularidades de cada estabelecimento, como custos de operação, carga tributária e horário de funcionamento. Ainda assim, ele ressalta que aumentos baseados apenas em rumores ou especulação, sem justificativa concreta, podem ser investigados pelo órgão de defesa do consumidor.

No cenário nacional, o governo federal também acompanha a situação. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o ministério tem acionado órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para fiscalizar possíveis reajustes abusivos em refinarias e postos de combustíveis. Segundo ele, apesar do cenário de tensão internacional, não há risco de desabastecimento no país.

A pressão sobre o mercado ocorre após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural produzidos no Oriente Médio. A medida elevou o preço do petróleo no mercado internacional e aumentou a preocupação de governos e consumidores em diversos países, inclusive no Brasil.

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