Ela começa de forma discreta. Primeiro, um leve incômodo. Depois, os olhos ficam vermelhos e aquele aspecto de cansaço parece não passar. Em seguida, surgem o inchaço nas pálpebras, a coceira persistente e o lacrimejamento constante. A sensação de areia aparece, como se algo estivesse ali e não saísse. Pode haver secreção, maior sensibilidade à luz e, em alguns casos, até a visão pode ficar um pouco turva. Quando esses sinais aparecem em conjunto, pode não se tratar apenas de uma irritação passageira. Pode ser conjuntivite.
No outono, as temperaturas mais amenas, aliadas à baixa umidade do ar, aumentam a incidência de alergias oculares e da síndrome do olho seco. A conjuntivite pode ter diferentes causas. A viral, a mais comum e contagiosa, provoca vermelhidão, lacrimejamento e sensação de areia, podendo estar associada a gripes e resfriados. A bacteriana, também contagiosa, costuma apresentar secreção espessa e pálpebras grudadas ao acordar. Já a alérgica não é contagiosa e causa principalmente coceira intensa, além de vermelhidão e inchaço. A irritação surge pelo contato com fumaça, produtos químicos ou poluição e melhora com o afastamento do agente causador.
“A presença de embaçamento visual e de secreção em quantidade maior que o esperado são sinais que merecem atenção. O recomendável é buscar avaliação com um oftalmologista”, orienta a médica do Hospital de Olhos de Cascavel, Isabela Miyazaki.
Como se proteger?
A principal forma de prevenção, quando há um amigo ou familiar com conjuntivite, é não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas e fronhas. “Outro cuidado fundamental é higienizar as mãos com frequência. Nos casos de conjuntivite alérgica, não há necessidade de afastamento, já que não há risco de transmissão por contato. Já as conjuntivites causadas por vírus e bactérias são contagiosas e exigem cuidados redobrados para evitar a disseminação”, orienta a oftalmologista.
Dividir colírio é seguro?
Quando o assunto é saúde ocular, vale lembrar o trecho de uma música antiga: “quem não tem colírio, usa óculos escuro”. A frase é popular, mas, na prática, o cuidado com os olhos vai muito além de improvisos. O compartilhamento de colírios, com ou sem diagnóstico de conjuntivite, não é recomendado, especialmente quando uma pessoa está em tratamento e outra decide utilizar o mesmo medicamento por conta própria. “Mesmo que você não esteja contaminado, há risco de infecção, além da possibilidade de utilizar um colírio inadequado para o seu caso. O uso desse tipo de medicamento deve sempre ser feito com orientação médica”, complementa a médica Isabela Miyazaki.
O tratamento da conjuntivite depende do tipo: antibióticos são usados em casos bacterianos, colírios antialérgicos ou anti-histamínicos em casos alérgicos, e medidas de higiene e colírios lubrificantes em casos virais, sempre sob orientação médica
Sobre o Hospital de Olhos de Cascavel
O Hospital de Olhos de Cascavel é o único hospital oftalmológico do Paraná com a certificação ONA Nível 3, o que atesta a qualidade e segurança oferecida aos pacientes há mais de três décadas. Com duas unidades localizadas em Cascavel e uma unidade prestes a ser inaugurada na cidade de Toledo, o Hospital de Olhos é referência em cuidado com a visão. Além do corpo clínico altamente qualificado, oferece aos pacientes estrutura moderna com salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem, ambulatórios clínicos e cirúrgicos, todas elas equipadas com tecnologia de última geração para exames e procedimentos.
