Um homem considerado pelas autoridades como um dos maiores assaltantes de bancos e carros-fortes do país foi preso nesta semana em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A captura foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), após trabalho de investigação e inteligência conduzido pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).
O suspeito, de 56 anos, natural de Mantena, no Vale do Rio Doce (MG), estava foragido do sistema prisional desde 2018 e possui um histórico de mais de 30 anos de atuação em crimes violentos. A prisão ocorreu na quarta-feira (4) e foi detalhada pela corporação em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).
De acordo com a Polícia Civil, o homem integrou organizações criminosas responsáveis por ataques a bancos e carros-fortes em diversos estados da região Sudeste. Os grupos utilizavam armamento de grosso calibre, incluindo metralhadoras de uso restrito, e operavam com divisão de funções estruturada para executar ações de grande impacto.
Entre os crimes atribuídos ao investigado estão roubos a agências bancárias em cidades mineiras como Governador Valadares, Ouro Preto, Ouro Branco e Ibirité, além de um assalto à Prefeitura de Itabirito. Ele também responde por um latrocínio — roubo seguido de morte — contra um vigilante de carro-forte.
Segundo as investigações, o criminoso utilizava documentação falsa para ocultar a própria identidade e permanecer fora do radar das autoridades. O delegado Davi Batista Gomes, titular da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco I), explicou que o suspeito mantinha ainda vínculos com pessoas ligadas ao tráfico interestadual de drogas.
A presença dele em Foz do Iguaçu, cidade localizada na região de fronteira com o Paraguai e a Argentina, também chamou a atenção dos investigadores. Para a polícia, o local poderia facilitar rotas de fuga ou a movimentação de materiais ilícitos.
Além dos crimes em Minas Gerais, o suspeito foi investigado recentemente no Paraná por envolvimento em um assalto à mão armada e pelo tráfico de cerca de 450 quilos de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, após deixar Minas Gerais em 2018, ele chegou a ser preso no Paraná. Usando um nome falso, no entanto, conseguiu obter liberdade provisória no ano passado. A partir desse momento, equipes do Deoesp intensificaram o trabalho de inteligência que resultou na localização e na nova prisão do investigado.
Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto: um expedido pela Vara Criminal da Comarca de Ribeirão das Neves e outro pela Subseção Judiciária de Sete Lagoas, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6).
Após a prisão em Foz do Iguaçu, o homem foi transferido para o sistema prisional de Minas Gerais. Por questões de segurança, a Polícia Civil informou que o nome do preso e a unidade onde ele está custodiado não serão divulgados.
