A modernização do parque semafórico de Foz do Iguaçu depende de um investimento estimado em pelo menos R$ 20 milhões e não deve ocorrer a curto prazo sem a captação de recursos de grande porte. A informação é do diretor-superintendente do Foztrans, Maxwell Lucena de Moraes, ao detalhar os desafios técnicos enfrentados pelo município.
Segundo ele, a cidade possui atualmente 114 semáforos instalados ao longo dos anos com três tecnologias diferentes. A falta de padronização impede que os equipamentos se comuniquem entre si e dificulta a sincronização de todo o sistema. Parte dos dispositivos opera com protocolos específicos e pagos, o que exigiria a implantação de uma central multiprotocolo e a atuação de equipe técnica especializada para viabilizar a integração.
O cenário é agravado pelo fato de que alguns equipamentos estão tecnologicamente ultrapassados, o que limita ainda mais as possibilidades de compatibilização com sistemas mais modernos. De acordo com Maxwell, essa diversidade de tecnologias é o principal entrave para a implantação de uma rede semafórica totalmente integrada e mais eficiente.
Em relação à quantidade de semáforos, o diretor informou que, além dos 114 já existentes, o órgão continua recebendo solicitações para novas instalações. Ele citou como exemplo a Avenida Paraná, onde a chamada “onda verde” tem funcionado de forma satisfatória, mas pode perder a sincronização em casos de queda de energia, quando interrupções breves desajustam o relógio interno dos equipamentos e exigem manutenção para restabelecer o sistema.
