A ex-diretora de Gestão em Saúde de Foz do Iguaçu, Marli Terezinha Telles, foi presa novamente no último dia 25, em Capanema, cidade onde reside atualmente. O mandado foi expedido para início do cumprimento da pena imposta no âmbito da Operação Pecúlio.
A condenação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e posteriormente teve a pena ajustada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afastou uma causa de aumento inicialmente aplicada no processo.
Com as alterações, a pena definitiva fixada soma 2 anos e 4 meses de reclusão e 5 anos, 1 mês e 7 dias de detenção — o que totaliza 7 anos, 5 meses e 7 dias de privação de liberdade — além do pagamento de multa, no valor atual de R$ 11.362,50. Também foi determinada a perda da função pública. Marli ocupava cargo em comissão e foi exonerada da prefeitura logo no início da ação penal. O regime inicial estabelecido é o semiaberto, porém, como não há unidade prisional que contemple esta modalidade de pena na região, o pedido de prisão domiciliar feita pelo seu advogado foi aceita e ela vai usar tornozeleira eletrônica.
O advogado Túlio Bandeira que defende a condenada afirma que ainda há medida pendente de apreciação no Supremo Tribunal Federal e sustenta que outros réus do mesmo processo seguem respondendo em liberdade. Bandeira também alegou que sua cliente desenvolveu síndrome do pânico após a prisão preventiva e faz tratamento para diversos problemas de saúde. “Absurda a condenação! Ela foi absolvida em primeira instância, não era gestora de recursos. Vamos reformar no STJ”, afirmou Bandeira.
Operação Pecúlio
Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Pecúlio investigou um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Foz do Iguaçu, especialmente na área da saúde. De acordo com as investigações, mais de R$ 10 milhões teriam sido desviados.
A ação penal reúne dezenas de réus, entre agentes públicos e empresários. Alguns deles fizeram delação premiada e tiveram suas penas reduzidas ou foram absolvidos. Durante a terceira fase da operação, Marli foi presa preventivamente e, posteriormente, obteve habeas corpus, passando a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Com o cumprimento do mandado em fevereiro, ela voltou a ao sistema prisional para dar início ao cumprimento da pena imposta pela Justiça e, agora, seguirá, em casa monitorada e tendo de se apresentar todos os meses, além de uma série de restrições à sua liberdade.
