O bloco seis do Condomínio Residencial Crisálidas, localizado na Vila Yolanda, região Sul da cidade, segue interditado. Sete famílias que residem no local tiveram de deixas os imóveis e só puderam acessar o prédio acompanhados de agentes da Defesa Civil para retirarem documentos pessoais e pertences de uso pessoal. Cinco famílias foram realocadas no próprio condomínio em apartamentos que estavam vazios. Duas famílias preferiram ir para casa de parentes. A realocação dos moradores foi coordenada pelo próprio síndico do condomínio.
A volta destas pessoas para casa depende de vistoria técnica das condições de habitação dos apartamentos e liberação por parte das autoridades. Ainda não há uma data definida para que isso aconteça. “O bloco não está comprometido. Somente no apartamento onde ocorreu a explosão. Os demais imóveis apresentam danos como fissuras e problemas por causa do calor e da fumaça. Tem condições de ser retomada a normalidade mas dentro do possível”, explicou Vandro Cesar Arenhardt, da Defesa Civil.
O prédio foi abalado por uma forte explosão, seguida de incêndio, na madrugada de quinta-feira. O morador do quarto andar estava cozinhando quando a explosão aconteceu, portanto há maiores suspeitas de que o incidente tenha sido causado por vazamento de gás. O morador do apartamento, Eduardo Werneck Stevens, 31 anos, e sua namorada estavam no imóvel. A moça teve ferimentos leves, pois, na hora da explosão estava no banheiro do imóvel. Já o personal trainer estava de frente para o fogão e teve 80% de seu corpo atingido por queimaduras de segundo grau.
Eduardo foi transferido em estado gravíssimo ontem, 27, por volta das 13h, em uma aeronave especialmente equipada, para o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, especializado em tratamento de pacientes com grandes queimaduras. A vítima passou as primeiras horas estável, mas segue intubado. Um novo boletim médico deve ser divulgado na tarde de hoje.
