O prefeito Silva e Luna anunciou um conjunto de medidas que promete transformar a rede pública de saúde em Foz do Iguaçu. O principal destaque é a construção de um hospital estadual com 300 leitos na região da Vila Portes. A unidade, inicialmente planejada para ter 100 leitos e apenas um piso, foi redimensionada após decisão do Governo do Estado, passando a contar com três andares e capacidade triplicada.
Segundo o prefeito, a construção do hospital regional começa em maio. O projeto está sob responsabilidade do Governo do Estado, que também ficará encarregado da estruturação completa da unidade, incluindo equipamentos, contratação de profissionais e custeio. A proposta é que o hospital tenha perfil cirúrgico e atenda não apenas Foz do Iguaçu, mas toda a região, consolidando-se como referência em média e alta complexidade.
Silva e Luna classificou a ampliação para 300 leitos como um marco para o município. De acordo com ele, a mudança no porte da obra ocorreu diante da necessidade crescente de atendimentos e da sobrecarga enfrentada na região. O novo hospital estadual deverá reforçar significativamente a capacidade de internação e realização de cirurgias, reduzindo filas e deslocamentos de pacientes.
Outro avanço citado foi a ampliação do Poliambulatório do Porto Meira, que passou por duas etapas de expansão. Com as melhorias, a unidade passou a atender cerca de 90% da demanda de cirurgias do município, evitando que pacientes precisem buscar atendimento em outras cidades. A estrutura foi fortalecida para garantir maior resolutividade dentro da própria rede municipal.
Também está confirmada a construção de uma policlínica no bairro Morumbi II. A obra, inicialmente estimada em R$ 21 milhões, foi licitada por aproximadamente R$ 16 milhões. O prazo de execução é de 16 meses, o que projeta a entrega para o meio do próximo ano. A unidade será voltada ao atendimento de especialidades médicas, ampliando a oferta de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais.
Com esse novo cenário, a prefeitura analisa desistir da proposta de transferir o Hospital Municipal para a estrutura da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O entendimento da administração é de que, com o hospital estadual e a policlínica, o município poderá reorganizar sua própria estrutura sem necessidade de mudança de sede.
O prefeito detalhou ainda as dificuldades estruturais enfrentadas pelo Hospital Municipal, citando problemas no telhado, necessidade de reformas internas e ausência de licença do Corpo de Bombeiros. Recentemente, o município recebeu R$ 7,7 milhões para obras emergenciais de recuperação. A intenção é promover melhorias estruturais, adequações técnicas e reestruturação dos espaços internos, garantindo melhores condições de trabalho aos servidores e mais segurança aos pacientes.
