Prefeitura prepara novo modelo para o transporte coletivo de Foz do Iguaçu

Novo sistema prevê implantação gradual do modelo tronco-alimentado e nova licitação até março de 2027.

Foto: Arquivo

Está publicado no Diário Oficial o processo para elaboração de estudo técnico que vai embasar a nova concessão do transporte coletivo em Foz do Iguaçu. O trabalho inclui pesquisa de preços e projeto básico para definir soluções ao sistema atual, cujo contrato segue vigente até março de 2027.

Em entrevista à Rádio Cultura Foz, o diretor que integra a comissão responsável, Robson Lima Souza explicou: “A questão do transporte coletivo, estamos aí na eminência de uma nova contratação. Temos este contrato que está em vigor até março de 2027. Em 2024, foi contratada uma consultoria para fazer o levantamento de um novo sistema do transporte coletivo. Esse novo desenho já está bem adiantado.”

A instituição responsável é a Fundação de Estudos Socioeconômicos (CEPES), vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo o diretor, “É uma empresa de grande renome, já fizeram trabalhos em todo o Brasil. Inclusive em Brasília e no Estado de São José. Neste momento, eles estão trabalhando em Foz do Iguaçu e temos muita confiança no trabalho que eles estão desenvolvendo.”

O estudo está sendo desenvolvido em conjunto com os técnicos do Foztrans. “Não vai vir nada pronto apenas para publicar e licitar. O desenvolvimento está sendo feito junto com o Foztrans, e em breve teremos audiências públicas para apresentar o novo sistema à população, para que todos comecem a se familiarizar e entender como vai funcionar,” explicou o diretor.

A previsão é que a minuta do edital seja entregue em abril de 2026, passando ainda por análise jurídica da prefeitura e do Tribunal de Contas do Estado. “Pretendemos lançar o novo edital entre setembro e outubro, e até março de 2027 já ter uma nova concessão funcionando,” afirmou.

Novo modelo será implantado de forma gradual

O diretor destacou que a mudança não será abrupta, como ocorreu em 2011. “Naquela época, tentou-se fazer uma alteração do modal de forma muito geral e de um dia para o outro mudou todo o sistema. Agora pretendemos definir esse novo modelo e implantar algumas coisas já em 2026, antes da licitação, para não causar tanto impacto,” disse.

Inicialmente, o sistema continuará operando no formato radial — modelo atual, com integração central no Terminal de Transporte Urbano (TTU). No entanto, ao longo da nova concessão, que terá duração mínima de 15 anos, será implantado gradualmente o sistema tronco-alimentado. “Com os terminais nos bairros, a oferta será muito maior. As linhas troncais terão mais frequência, e o atendimento nos bairros será mais eficiente. Os ônibus alimentadores farão o transporte das pessoas até os terminais, e de lá, a cada cinco a dez minutos, sairão ônibus para os outros terminais e para o centro,” explicou o diretor.

Construção de terminais ficará a cargo do município

Para viabilizar o sistema tronco-alimentado, serão necessários novos terminais e pontos de integração. Segundo a comissão, “Considerando a complexidade da contratação e o prazo máximo de março de 2027, não vamos incluir a construção dos terminais junto com a concessão. Ela será feita posteriormente, com recursos do município,” afirmou o diretor.

Audiências públicas ainda serão realizadas para apresentar o projeto à comunidade e colher sugestões da população. “Esperamos que o novo sistema seja bem aceito e que traga mais conforto e eficiência aos usuários do transporte coletivo,” concluiu.

A Prefeitura reforça que o objetivo é modernizar o transporte coletivo, ampliar a eficiência das linhas e oferecer mais qualidade aos usuários do sistema.

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