A família do produtor rural Almir de Brum, de 32 anos, enfrenta dias de angústia após o desaparecimento do trabalhador no último sábado (21), na região de Campos Morombi, localizada na fronteira entre os departamentos paraguaios de Canindeyú e Caaguazú. Almir realizava a colheita de soja quando deixou de responder às tentativas de contato feitas pelo pai, Valmir de Brum.
Preocupado com o silêncio do filho, Valmir foi até a lavoura e encontrou apenas a colheitadeira com o motor ligado, abandonada no local. Próximo à máquina, havia bilhetes atribuídos ao grupo armado Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização que atua na região e que, em outras ocasiões, esteve envolvida em casos de sequestro. As exigências escritas no bilhete não foram divulgadas. A situação levantou a suspeita de que Almir possa ter sido levado à força.
O caso mobilizou as autoridades paraguaias, que iniciaram uma operação na área da Companhia 2ª Linha Yerutí, no departamento de Canindeyú. Equipes especializadas em combate a sequestros, peritos da criminalística e integrantes da Força Conjunta atuam de forma coordenada para apurar as circunstâncias do desaparecimento e tentar localizar o produtor rural. Oficialmente, o episódio é tratado como “suposto sequestro”, enquanto as investigações seguem em andamento.
A família mantém a esperança de um desfecho positivo e aguarda, com expectativa, qualquer sinal que comprove que Almir está vivo e possa retornar em segurança.




















































