Delegacia da Mulher promove palestra preventiva para associação de pacientes com fibromialgia

Encontro abordou Lei Maria da Penha, ciclo da violência e medidas protetivas de urgência

Foto: Polícia Civil

A Delegacia da Mulher de Foz do Iguaçu realizou, no último sábado (21), uma palestra voltada à conscientização sobre violência doméstica e familiar para integrantes da Associação de Fibromialgia de Foz do Iguaçu (ALGIFIBRO), em Foz do Iguaçu.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a rede de proteção às mulheres e ampliar o acesso à informação sobre direitos e mecanismos legais de defesa, especialmente junto a um público que pode estar em situação de maior vulnerabilidade.

Temas abordados

Durante o encontro, a equipe da unidade especializada detalhou pontos fundamentais da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos de combate à violência contra a mulher no país.

Entre os assuntos discutidos estiveram:

  • Histórico e avanços da Lei Maria da Penha e seu papel no ordenamento jurídico brasileiro;

  • Âmbito de aplicação da lei, esclarecendo onde e como ela se aplica;

  • Formas de violência, com explicações sobre violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral;

  • Ciclo da violência, destacando as fases de tensão, explosão e “lua de mel”, ajudando as participantes a reconhecer padrões de abuso;

  • Medidas protetivas de urgência, com orientações práticas sobre como solicitar e como funciona o instrumento jurídico de proteção imediata.

Delegada destaca importância da prevenção

A delegada-chefe da unidade, Giovanna Antonucci, ressaltou a relevância de ações preventivas como a realizada junto à associação.

“Essa iniciativa da Delegacia da Mulher de Foz do Iguaçu é muito importante para a conscientização e prevenção da violência contra a mulher. Ao realizar palestras preventivas, muitas vezes mulheres que estão sendo violentadas não sabem que estão sendo violentadas, e homens que estão sendo agressores sequer sabem que estão sendo agressores.”

A delegada explicou que a informação pode ser determinante para evitar crimes mais graves.

“Quando a mulher toma conhecimento de que está sendo vítima de violência psicológica, por exemplo, ela pode se antecipar, solicitar uma medida protetiva e romper o ciclo de violência antes que a situação evolua para algo mais grave, como um feminicídio.”

Giovanna Antonucci também destacou que a violência contra a mulher está relacionada a fatores culturais.

“Infelizmente, a violência contra a mulher está intrinsecamente atrelada à cultura machista que ainda vige na nossa sociedade. Por isso, a prevenção e a conscientização são fundamentais.”

Para a delegada, a atuação preventiva faz parte do papel institucional da Polícia Civil.

“Entendo que é função do delegado de polícia não apenas reprimir crimes, mas também preveni-los. Para mim, é uma honra e um privilégio participar dessas palestras.”

Informação como ferramenta de proteção

A ação integra o trabalho contínuo da Polícia Civil no enfrentamento à violência de gênero. A Delegacia da Mulher reforça que levar conhecimento a grupos específicos amplia a capacidade de identificação precoce de sinais de abuso e fortalece a autonomia feminina na busca por ajuda.

A unidade permanece à disposição da comunidade e reforça que a denúncia é o primeiro passo para garantir a vida, a segurança e a dignidade das mulheres.

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