A cobrança da Taxa Ecoturística Municipal começou a valer nesta quinta-feira (19) em Wanda, cidade argentina localizada a cerca de 50 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu. A medida impacta turistas que visitam o município, conhecido principalmente pelas minas de pedras preciosas.
Segundo a prefeitura, o objetivo da taxa é financiar melhorias na infraestrutura turística, como reforço na iluminação pública, construção de calçadas e implantação de caminhos acessíveis. A administração municipal sustenta que os recursos serão fundamentais para garantir um ambiente mais seguro e confortável aos visitantes.
A prefeita Romina Faccio afirma que a arrecadação será destinada a obras consideradas essenciais para qualificar o atendimento aos turistas. A cobrança será feita diretamente nos principais pontos turísticos da cidade.
Os valores variam conforme o tipo de veículo. Motocicletas pagarão 2 mil pesos argentinos. Carros de passeio terão tarifa de 5 mil pesos. Já ônibus com mais de 50 passageiros pagarão 100 mil pesos. O valor mínimo parte de mil pesos argentinos.
Considerando a cotação média desta quinta-feira (20), em que 1 peso argentino equivale a aproximadamente R$ 0,0037, os valores convertidos ficam da seguinte forma:
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Motocicletas (2.000 ARS): cerca de R$ 7,40
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Carros de passeio (5.000 ARS): aproximadamente R$ 18,50
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Ônibus acima de 50 passageiros (100.000 ARS): cerca de R$ 370
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Valor mínimo (1.000 ARS): aproximadamente R$ 3,70
Os valores podem variar conforme a forma de pagamento e a taxa aplicada por bancos ou casas de câmbio.
A iniciativa foi inspirada na experiência de Puerto Iguazú, que implantou taxa semelhante em 2015. Na cidade vizinha, a arrecadação contribuiu para ações de conservação ambiental e melhorias estruturais. No entanto, também houve críticas relacionadas à falta de clareza nas regras e à comunicação com os turistas, o que gerou insatisfação em parte dos visitantes.
Em Wanda, a medida já provoca reações entre agentes do setor turístico. Gestores de atrativos, como a Compañía Minera de Wanda, manifestaram preocupação quanto à gestão e à transparência na aplicação dos recursos. Representantes do empreendimento defendem maior diálogo com a administração municipal e pedem garantias de que as melhorias prometidas — especialmente nas vias de acesso e na infraestrutura urbana — serão efetivamente realizadas.
Parte dos operadores locais avalia que a abertura de diálogo entre o poder público e o setor turístico será fundamental para que a taxa se consolide como instrumento de qualificação do destino e não como fator de desestímulo à visitação.
