Rajadas de 96 km/h atingem área do Aeroporto de Foz do Iguaçu durante tempestade

Simepar descarta tornado e confirma microexplosão como causa dos ventos destrutivos

Imagem: Infraero

A forte tempestade de ventos que atingiu Foz do Iguaçu na noite desta terça-feira (20) provocou rajadas intensas de vento, principalmente nas imediações do Aeroporto Internacional de Foz do Iguacu, onde os ventos chegaram a 96 km/h às 19h23, segundo dados do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA).

A intensidade das rajadas chamou a atenção pela proximidade com a área operacional do terminal, exigindo acompanhamento rigoroso das condições meteorológicas. Já na região da Usina Hidreletrica de Itaipu, os ventos atingiram 62 km/h às 19h40, demonstrando a força do sistema na região.

Em alguns pontos da cidade, os danos observados levantaram suspeitas sobre a possibilidade de tornado. No entanto, o mapeamento analisado pela equipe de Geointeligência do Simepar descartou essa hipótese. Segundo a avaliação técnica, não há indícios de tornado até o momento.

Os dados apontam para a ocorrência de um downburst, nas regiões oeste e sudoeste, mais especificamente uma microexplosão atmosférica (microburst). O fenômeno ocorre quando há o colapso da chuva dentro da nuvem em direção ao solo, liberando grande volume de água de uma só vez. Esse movimento arrasta o ar para baixo e provoca rajadas extremamente fortes na superfície.

O termo downburst faz parte dos estudos do meteorologista Theodore Fujita, criador da escala internacional utilizada para classificação de tornados. De acordo com essa classificação, quando os danos atingem áreas inferiores a 4 quilômetros de extensão, o fenômeno é denominado microburst; em áreas maiores, recebe o nome de macroburst.

Apesar de poder provocar estragos semelhantes aos de um tornado, o padrão dos danos é diferente. No downburst, os ventos se espalham lateralmente ao atingir o solo, em movimento divergente. Já os tornados produzem danos com ventos em movimento convergente e rotacional.

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