O feriado de Carnaval provocou forte movimentação de veículos e pessoas na região de fronteira. Entre sexta-feira e quarta-feira, pouco mais de 100 mil veículos — entre carros e caminhões — passaram pela praça de pedágio da BR-277, em São Miguel do Iguaçu.
No mesmo período, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu registrou a circulação de 45 mil passageiros. Já pela Rodoviária Internacional, 1.200 ônibus transportaram mais de três mil pessoas, ampliando o fluxo de visitantes na cidade durante o feriado prolongado.
A intensa movimentação impactou praticamente todos os setores ligados ao turismo. Filas e demora no atendimento foram registradas em diversos atrativos, enquanto a rede hoteleira alcançou cerca de 80% de ocupação. Nas ruas, o aumento no número de veículos — muitos com placas de outros estados e municípios — também resultou em acidentes de trânsito em áreas urbanas.
Bares, restaurantes e supermercados tiveram aumento expressivo no número de clientes ao longo do Carnaval, refletindo o aquecimento do comércio local.
Um dos principais pontos de congestionamento foi a Rodovia das Cataratas, acesso quase exclusivo ao aeroporto e a importantes atrativos turísticos, como o Parque Nacional do Iguaçu, AquaFoz, Parque das Aves e Museu de Cera. O tráfego intenso gerou filas frequentes, especialmente nos horários de maior movimento.
Somente no Parque Nacional do Iguaçu, 38.820 turistas visitaram as Cataratas entre os dias 14 e 17 de fevereiro. No domingo, considerado o pico do feriado, mais de 15 mil pessoas passaram pelo principal atrativo da cidade.
Rodovias
Apesar do volume elevado de veículos nas rodovias do Oeste do Paraná, poucos acidentes graves foram registrados na região. O caso mais grave, com vítima fatal, ocorreu na manhã de domingo, em Santa Tereza do Oeste, envolvendo a morte de uma mulher.
No âmbito estadual, no entanto, os dados foram mais preocupantes. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 14 mortes nas rodovias federais do Paraná durante a Operação Rodovida Carnaval 2026 — aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados nove óbitos.
Segundo a PRF, 64% das mortes ocorreram em colisões frontais e atropelamentos de pedestres. O comportamento dos condutores foi apontado como fator determinante tanto para a ocorrência quanto para o agravamento dos acidentes.
