Portaria mantém Força Nacional atuando na segurança da fronteira em Foz

Autorização prevê atuação por seis meses em ações integradas de segurança pública e enfrentamento aos crimes transnacionais.

Atuação em parceira com outras forças policias da cidade

A permanência da Força Nacional de Segurança Pública em Foz do Iguaçu foi oficialmente prorrogada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida está prevista na Portaria MJSP nº 1.151, de 12 de fevereiro de 2026, que autoriza o emprego do efetivo federal por mais 180 dias no município da região de fronteira.

A operação ocorre em apoio ao Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cisppa) e às ações da Polícia Federal, com foco no enfrentamento aos crimes transnacionais e na preservação da ordem pública.

De acordo com o documento, assinado pelo ministro Wellington César Lima e Silva, o contingente seguirá atuando em ações de polícia judiciária e técnico-científica, conforme planejamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Reforço no controle fronteiriço

A presença da Força Nacional se concentra em pontos considerados estratégicos para o combate ao tráfico de drogas e armas, contrabando e circulação de mercadorias ilegais. Entre as áreas de atuação estão as pontes da Amizade e da Integração, que ligam o Brasil ao Paraguai, a Ponte Tancredo Neves, na fronteira com a Argentina, além do Lago de Itaipu e rodovias da região Oeste do Paraná.

O efetivo atua de forma integrada à Polícia Federal, responsável pela coordenação das operações. A portaria também estabelece que o apoio logístico necessário deve ser garantido pelo órgão solicitante da operação.

Atuação temporária e planejada

A Força Nacional está em Foz do Iguaçu desde dezembro de 2009 e é composta por policiais e bombeiros cedidos pelos estados e mobilizados em operações específicas de segurança pública em todo o país. O emprego do efetivo ocorre em caráter episódico e planejado, normalmente em regiões consideradas estratégicas ou em situações emergenciais.

Na tríplice fronteira, a presença do grupo busca ampliar a capacidade de fiscalização e repressão aos crimes transnacionais, reforçando as ações já desenvolvidas pelos órgãos federais de segurança.

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