A nova gestão da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu iniciou os trabalhos com uma agenda ampla, que vai além da realização de eventos e busca reforçar o papel da instituição na formulação de políticas públicas para o setor cultural no município. A proposta é consolidar a cultura como eixo de formação, identidade e desenvolvimento econômico, envolvendo artistas, produtores e comunidades na construção das ações ao longo do ano.
Empossada na presidência da Fundação há poucas semanas a jornalista Patrícia Iunovich afirmou, em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura, que a prioridade é estruturar um planejamento de médio e longo prazo, voltado principalmente à formação cultural e à participação social. Entre as iniciativas em discussão está a elaboração de um plano diretor da cultura, que deve ouvir agentes culturais e moradores dos bairros para identificar demandas e potencialidades locais.
Segundo a presidente, a Fundação busca fortalecer o entendimento de que sua função não se limita à organização de eventos, mas inclui o incentivo à produção cultural, à formação artística e à preservação da memória e dos patrimônios culturais da cidade.
Entre as ações já previstas no calendário estão a Feira do Livro, a Fartal, a programação natalina e atividades permanentes na feira dominical, que também deve receber intervenções culturais e melhorias estruturais. A intenção é integrar cultura, turismo e economia criativa, ampliando oportunidades para artistas locais e comerciantes.
Outro foco da gestão é a ocupação cultural de espaços públicos no centro da cidade. Um dos projetos em estudo é a criação da chamada “Rua da Cultura”, na região do Calçadão, reunindo equipamentos históricos e culturais como a sede da Fundação, a Sala Aroldo Alvarenga e a Igreja São João Batista. A proposta prevê programação artística regular e intervenções urbanas que estimulem a convivência e o turismo cultural.
A Fundação também trabalha na captação de recursos externos. O diretor de Captação, Rafael Augusto Dotto, explica que o município busca ampliar parcerias com o Governo do Estado, a União e a iniciativa privada para financiar projetos culturais e programas de formação. O objetivo é diversificar as fontes de financiamento e garantir sustentabilidade às ações culturais.
No campo internacional, a instituição mantém diálogo com representantes culturais ligados ao projeto do Centro Pompidou em Foz do Iguaçu. A expectativa é desenvolver exposições, oficinas e intercâmbios culturais nos próximos meses. Paralelamente, estão sendo organizadas atividades relacionadas à celebração do Ano Novo Chinês, em parceria com a área de Relações Internacionais e o setor de turismo.
A discussão sobre a criação de um teatro municipal também segue no horizonte da gestão. A proposta ainda está em fase inicial e depende da definição de espaço e da busca de recursos, mas é considerada estratégica para ampliar a infraestrutura cultural da cidade.
