A educação pública municipal perdeu pontos no programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada no ano de 2025. Após alcançar a classificação máxima no ciclo anterior, a cidade registrou queda e passou a receber o Selo Prata no ciclo avaliativo mais recente do Ministério da Educação.
Embora a certificação Prata ainda represente bom desempenho, dados do ciclo avaliativo indicam que o município ficou abaixo da meta nacional de alfabetização estabelecida para o período. O desempenho geral manteve indicadores considerados positivos e, segundo avaliações técnicas, chegou a alcançar pontuação que permitiria o enquadramento na faixa do Selo Ouro. Ainda assim, o não cumprimento integral da meta numérica foi determinante para a perda da certificação máxima.
O resultado ocorre em um momento delicado para a pasta da Educação. A atual secretária, Silvana Garcia, é alvo, desde o ano passado, de uma forte campanha de diretores, coordenadores e professores que discordam da sua forma de conduzir a pasta. Os trabalhadores da educação alegam falta de diálogo, imposições e retrocesso nos processos.
O programa nacional estabelece metas ambiciosas e cobra monitoramento constante dos resultados educacionais, especialmente nas turmas do 2º ano do ensino fundamental, consideradas etapa-chave para consolidação do processo de leitura e escrita.
Além da meta de alfabetização, o sistema avaliativo também analisa critérios como formação continuada de professores, distribuição de materiais didáticos e articulação entre esferas governamentais. A ampliação do número de indicadores analisados — que mais que dobrou no ciclo atual — elevou o grau de exigência e reforçou o peso da consistência das políticas públicas ao longo do tempo. “Nossa pontuação atinge a margem do selo ouro. Porém, quando é feito o cômputo final, é considerado também a última avaliação de fluência oficial. O dado que entra no cálculo é de 2024, quando não foi atingida meta estabelecida que é 74%”, justificou a secretária de Educação Silvana Garcia.
Já a ex-secretária de Educação, Maria Justina Bernardo, rebate afirmando que ´são avaliados vários itens, com nota de zero a três. Em muitos itens tiveram nota menor que a máxima e foi isso que pesou”. A educadora ainda completa dizendo que ‘agora é correr atrás para melhorar. Isso acontece. Quem está na gestão tem que analisar o que houve e buscar solução para a próxima avaliação’.
