O Porto Seco de Foz do Iguaçu alcançou em 2025 o maior volume financeiro de sua história, com uma movimentação de US$ 9.799.617.735,01 na corrente de comércio exterior. O resultado representa um crescimento de 13,86% em relação ao ano anterior e reforça a posição estratégica do município como o mais importante hub logístico rodoviário da América do Sul.
Ao longo do ano, o recinto alfandegado processou 5.161.056,27 toneladas de cargas, envolvendo operações de importação e exportação entre Brasil, Paraguai e Argentina. Mesmo com uma redução de 5,31% no volume físico, os dados apontam um avanço expressivo no valor financeiro das mercadorias, indicando uma mudança no perfil das cargas, com maior participação de produtos de alto valor agregado.
Exportações, importações e valor agregado
Do total movimentado em 2025, US$ 5,05 bilhões correspondem às exportações, com 1,69 milhão de toneladas, enquanto as importações somaram US$ 4,74 bilhões, totalizando 3,46 milhões de toneladas. A discrepância entre peso e valor reforça a presença crescente de produtos industrializados, eletrônicos, insumos agrícolas e maquinários de alta tecnologia.
Outro destaque é a eficiência logística, impulsionada pelo pioneirismo do Porto Seco ao operar embarques noturnos de grãos a granel, únicos no país. A operação ininterrupta acelera o escoamento da safra, reduz gargalos e garante maior competitividade ao agronegócio regional.
Fluxo recorde de caminhões
Em 2025, o Porto Seco liberou 215.070 caminhões, um aumento de 11,65% em relação a 2024. O Paraguai concentrou 77,5% do movimento, com 166.661 veículos, seguido pela Argentina, com 48.409 caminhões.
As importações representaram 58,41% do fluxo total, enquanto as exportações corresponderam a 41,59%. O dado confirma o papel estratégico de Foz do Iguaçu como o principal portal de entrada de insumos para o Brasil, abastecendo a indústria nacional e o agronegócio.
Importância estratégica para o Mercosul
A diversidade de mercadorias movimentadas — como soja, milho, trigo, fertilizantes, farinha, frutas, alho, vinhos, componentes industriais e eletrônicos — evidencia a complexidade das cadeias produtivas que passam pela fronteira.
Aliado à construção do novo Porto Seco, à Perimetral Leste, à modernização das aduanas e à plena operação da Ponte da Integração, o desempenho de 2025 marca um divisor de águas para a economia regional, atraindo grandes operadores logísticos e fortalecendo a posição de Foz do Iguaçu no comércio do Mercosul.
Os números confirmam que o Porto Seco de Foz do Iguaçu não é apenas um corredor logístico, mas um pilar estratégico do comércio exterior brasileiro, combinando controle aduaneiro rigoroso, eficiência operacional e desenvolvimento econômico na Tríplice Fronteira.
