Pontos de descarte irregular de lixo se repetem em Foz e viram problema crônico

Meio Ambiente desenvolve campanhas educativas e ações contínuas de conscientização, mas o cenário revela que a estratégia não tem sido suficiente para romper o ciclo do descarte irregular.

População segue descartando muito lixo em vias públicas e terrenos inabitados.

Apesar das ações de limpeza, campanhas educativas e operações pontuais de fiscalização, o descarte irregular de lixo continua se repetindo nos mesmos locais em Foz do Iguaçu, evidenciando um problema estrutural que persiste ao longo dos anos. Levantamento recente do município aponta 38 pontos com maior incidência de acúmulo de resíduos, distribuídos pelas regiões Sul, Norte, Leste e Central/Oeste da cidade.

O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo caráter usual e reincidente desses pontos, muitos deles já conhecidos da população e do poder público, transformados em verdadeiros “lixões a céu aberto”. Em diversos casos, a limpeza é feita, mas poucos dias depois o descarte irregular volta a ocorrer, sem que medidas definitivas sejam adotadas.

Nos últimos dois meses, foram registradas apenas duas notificações e três autos de infração, número considerado baixo diante da dimensão do problema. A própria administração reconhece que a aplicação de penalidades é prejudicada pela dificuldade de identificar os responsáveis, o que acaba alimentando a sensação de impunidade.

Região Sul concentra pontos antigos e reincidentes

Na região Sul, são dez pontos recorrentes, quase todos localizados em bairros residenciais:

Moradores relatam que o lixo acumulado inclui entulho de obras, móveis velhos, restos de poda e até resíduos domésticos, gerando mau cheiro, proliferação de insetos e risco à saúde pública.

Centro, Morumbi e Cidade Nova também sofrem

Outras regiões da cidade apresentam o mesmo padrão de repetição. No Centro, Morumbi, Jardim América, Campos do Iguaçu e bairros da Cidade Nova, locais próximos a vias movimentadas, terrenos baldios e fundos de condomínios são usados com frequência como ponto de descarte clandestino.

Entre os endereços estão:

A lista inclui ainda pontos no Distrito Industrial, Morumbi II, Três Lagoas, Vila C Nova e Portal da Foz, reforçando que o problema não está restrito a uma única região da cidade.

Limpeza sem solução definitiva

Embora a Secretaria Municipal de Meio Ambiente desenvolva campanhas educativas e ações contínuas de conscientização, o cenário revela que a estratégia atual não tem sido suficiente para romper o ciclo do descarte irregular. A limpeza recorrente, sem fiscalização efetiva e responsabilização dos infratores, acaba funcionando apenas como medida paliativa.

Especialistas em gestão urbana alertam que, sem mudanças mais rígidas — como monitoramento, controle de acesso aos pontos críticos e penalidades efetivas —, a cidade continuará lidando com os mesmos problemas, nos mesmos endereços, ano após ano.

Enquanto isso, o acúmulo de lixo segue sendo parte da paisagem urbana, comprometendo o meio ambiente, a saúde da população e a imagem da cidade.

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