O prazo determinado pela Justiça para a desocupação de 21 casas ocupadas de forma irregular por mais de 20 famílias no Condomínio Primavera, no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, termina nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro. Apesar disso, até o meio da manhã, quando a reportagem da Rádio Cultura esteve no local e conversou com os moradores, as famílias permaneciam nos imóveis, alegando não ter para onde ir caso sejam retiradas, muitas delas acompanhadas de crianças.
O condomínio faz parte de um empreendimento habitacional executado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu, por meio da FozHabita, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Durante o período da manhã, apenas uma equipe da Defesa Civil esteve no local, realizando uma avaliação e conversando com os moradores sobre a situação estrutural das residências.
Um dos ocupantes, Alberí José Pereira, afirmou que o grupo não tem a intenção de tomar posse irregular dos imóveis e disse estar aberto ao diálogo com o poder público. Segundo ele, há famílias que possuem cadastro em programas habitacionais e outras que ainda não estão inscritas. Alberí também relatou que, até o momento, nenhum representante da Prefeitura entrou em contato com os ocupantes.
“Cabe à prefeitura vir, fazer o levantamento e ver quem realmente precisa”, afirmou.
As casas ocupadas seguem sem fornecimento de energia elétrica e água. Mesmo assim, os moradores realizaram a limpeza dos terrenos e alguns chegaram a construir pequenas cercas, já que as portas e janelas das residências permanecem improvisadas.
A situação gera preocupação entre as famílias, que aguardam uma solução por parte do poder público diante do fim do prazo judicial e da falta de alternativas habitacionais imediatas.
A reportagem da Rádio Cultura tenta contato com representantes da prefetuitura e do FozHabita.
