A Rede Municipal de Ensino inicia, nesta semana, o ano letivo com o retorno de aproximadamente 30 mil estudantes às salas de aula. Os alunos estão distribuídos entre os centros municipais de educação infantil (CMEIs) e as escolas municipais de Ensino Fundamental. O retorno às salas de aula estava previsto para o último dia 4, mas a demora na definição da Matriz curricular a ser adotada e distribuição de professores e aulas em salas e escolas, atrasou o processo. A secretária de Educação, Silvana Garcia, vive um embate com os professores, que seguem em estado de greve discutindo, inclusive, a forma de correção dos salários.
Do total de estudantes, dez mil crianças estão matriculadas nos CMEIs, onde as aulas terão início na quarta-feira (4). Já aproximadamente 19 mil alunos frequentam as escolas municipais de Ensino Fundamental, que retomam as atividades na quinta-feira (5). Para atender essa demanda, a rede municipal contará com 1.508 turmas em funcionamento, considerando a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
Atualmente, o município conta com sete escolas que ofertam ensino em tempo integral. Em 2026, essa modalidade foi ampliada de cinco para sete unidades, com a inclusão das escolas Najla Barakat e Carlos Gomes. A expansão é resultado do planejamento pedagógico da Secretaria Municipal da Educação, aliado à reorganização da rede e à adequação da infraestrutura das unidades para atender esse modelo de ensino.
Na Educação Infantil, em 2025 eram 154 turmas integrais. Para o ano letivo de 2026 o número de turmas integrais nos CMEIs foi ampliado para 160. Atualmente, as escolas com Ensino Integral são: Cândido Portinari, Jardim Naipi, Najla Barakat, Parigot, Gabriela Mistral, Érico Veríssimo e Carlos Gomes.
Muitos pais reclamam, porém, da necessidade de alunos do período integral terem de ir almoçar em suas residências, o que torna a iniciativa da prefeitura praticametne nula para aquelas famílias que não têm condições de fazer o esquema do transporte das crianças duas vezes por dia.
Todos os alunos da Rede Municipal de Ensino de Foz do Iguaçu têm acesso ao Cartão do Auxílio Material Escolar, que garante recursos para a compra de materiais escolares em estabelecimentos credenciados no município. Este ano, os investimentos do programa somam aproximadamente R$7,1 milhões, assegurando apoio financeiro às famílias no início do ano letivo, promovendo igualdade de acesso aos materiais escolares e contribuindo para o fortalecimento do comércio local.
Para garantir um retorno às aulas com mais segurança e qualidade, a estrutura da Rede Municipal de Ensino passou por ações de manutenção e conservação por meio do Programa Prozelare. Os serviços contemplaram intervenções essenciais, como manutenção elétrica, hidráulica e de climatização, além de reparos estruturais, pintura e conservação dos espaços escolares.
O início do ano letivo também conta com o fortalecimento do quadro de servidores da educação. Ao todo, a Secretaria Municipal da Educação admitiu 549 profissionais, entre servidores estatutários e contratados em regime especial, incluindo efetivos e temporários, durante o último ano.
