Sindicato dos professores cancela manifestação devido à forte chuva

Categoria mantém estado de mobilização e cobra diálogo sobre mudanças na matriz curricular e cumprimento do Piso Nacional do Magistério

Foto: Leandro Zanotto

O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) cancelou a manifestação prevista para o fim da manhã desta terça-feira (3)  em razão da forte chuva registrada na cidade. Apesar do cancelamento do ato, a categoria segue mobilizada e mantém o estado de greve.

Um dos principais motivos do movimento é a proposta da Secretaria Municipal de Educação de alterar a matriz curricular do Ensino Fundamental. A mudança prevê a redução da carga horária de disciplinas como Português, Geografia e Ciências, para a inclusão de aulas de Inglês e Robótica. Para os profissionais da educação, a medida pode comprometer a formação pedagógica dos alunos.

Diante da proposta, o sindicato decidiu aguardar o parecer do Conselho Municipal de Educação, órgão responsável por avaliar a legalidade e a qualidade das políticas educacionais do município. O Conselho retoma suas atividades no dia 11 de fevereiro.

Outro ponto central da mobilização é o cumprimento do Piso Nacional do Magistério. A categoria reivindica o pagamento do reajuste de 5,4%, definido pelo Ministério da Educação em janeiro deste ano, além da correção de defasagens salariais acumuladas ao longo dos anos. Segundo o sindicato, atualmente a prefeitura paga o reajuste apenas como complemento, sem incorporá-lo ao salário-base, o que impacta negativamente a carreira e a aposentadoria dos professores.

O Sinprefi segue conduzindo as negociações com o Executivo municipal e cobra mais diálogo e transparência nas decisões da Secretaria de Educação. Para a presidente do sindicato, Viviane Dotto, é fundamental que os profissionais sejam ouvidos.

“Defendemos que as mudanças sejam discutidas com quem está diariamente nas escolas e conhece a realidade da comunidade escolar”, afirmou.

Caso não haja avanços nas negociações com o prefeito Silva e Luna, a categoria não descarta a possibilidade de deflagrar uma greve geral após o Carnaval.

A secretária municipal de Educação, Silvana Garcia, informou que aguarda parecer do Ministério Público e o posicionamento do Conselho Municipal de Educação, que retoma as atividades em 11 de fevereiro. De acordo com a Smed, a inclusão de Inglês e Robótica será gradual: começa em 2026 nos 3º anos, avança em 2027 para 3º e 4º anos e só em 2028 alcança também o 5º ano.

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