A Agência de Desenvolvimento de Turismo (ADETUR) foi convidada para executar três importantes projetos do Parque Nacional do Iguaçu, que juntos deram origem ao programa Abraço o Parque. A iniciativa tem como objetivo aproximar o parque das comunidades do entorno, promovendo ações de desenvolvimento socioeconômico e ambiental aliadas à preservação.
Segundo a assessora técnica e coordenadora de atividades da ADETUR, Sara Moraes, o programa reúne diferentes frentes de atuação que beneficiam diretamente os municípios vizinhos ao parque. “A ADETUR foi convidada para executar três importantes projetos do Parque Nacional do Iguaçu, e com esses projetos foi criado o programa Abraço o Parque”, explica.
Projetos que integram o programa
Entre as ações desenvolvidas estão o projeto Frutos do Iguaçu, que trabalha com produtores rurais dos municípios do entorno do parque por meio do plantio de frutas nativas da Mata Atlântica, o projeto de turismo de base comunitária do Quilombo Apepu, localizado em São Miguel do Iguaçu, e o Plano de Envolvimento do Entorno, que abrange todos os municípios vizinhos ao Parque Nacional do Iguaçu.
Sara destaca que as iniciativas buscam equilibrar desenvolvimento e conservação. “A gente pensa em ações que beneficiem a comunidade, mas sempre com o olhar voltado para a preservação e a conservação do Parque Nacional do Iguaçu”, afirma.
Fase de escuta da comunidade
O projeto entra agora em uma etapa considerada fundamental: a fase de escuta da comunidade. Esse momento é dedicado à participação popular, permitindo que moradores, lideranças e representantes institucionais compartilhem suas percepções, necessidades e ideias.
“Esse é um momento importante, porque a gente só consegue fazer um diagnóstico real com a participação da comunidade. Não dá para trazer uma visão pronta sem ouvir quem vive o território”, ressalta a coordenadora.
Encontros regionais
Para viabilizar essa escuta, serão realizados encontros entre os dias 24 e 27 de fevereiro em diferentes municípios do entorno do parque. As atividades começam no dia 24 em Capanema, seguem no dia 25 em Céu Azul, no dia 26 em Medianeira e se encerram no dia 27 em Foz do Iguaçu.
De acordo com Sara Moraes, os encontros foram organizados por polos regionais. “Com exceção de Foz do Iguaçu, que terá um encontro exclusivo pelo tamanho do município e pelas demandas existentes, os demais encontros vão reunir de quatro a cinco municípios cada”, explica.
Participação aberta à comunidade
Os encontros são abertos a gestores públicos, secretários municipais das áreas de turismo, educação, meio ambiente e cultura, além de empreendedores, produtores rurais, lideranças comunitárias, instituições do terceiro setor e à comunidade em geral.
“É um convite bem abrangente. Queremos que todos se sintam parte desse processo e contribuam com suas percepções e expectativas”, reforça.
Próximas etapas do plano
O Plano de Envolvimento do Entorno é estruturado em três fases. A primeira foi uma análise preliminar do território, já concluída. A segunda, que ocorre agora, é o diagnóstico participativo, construído a partir das contribuições da comunidade. A terceira fase será a elaboração do plano final, com ações estratégicas baseadas nas informações coletadas durante os encontros.
“A próxima etapa é transformar tudo isso em ações práticas, que promovam o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do território”, explica Sara.
Encontro em Foz do Iguaçu
Em Foz do Iguaçu, o encontro será realizado no Bosque Guarani, das 9h às 16h. Para participar, é necessário realizar inscrição antecipada até o dia 19 de fevereiro, por meio do link disponível nas redes sociais da ADETUR e do Parque Nacional do Iguaçu.
Convite final
Ao final, Sara Moraes reforça a importância da participação popular nesse processo. “É um momento único para olhar para o entorno do Parque Nacional do Iguaçu, e não apenas para Foz. A comunidade precisa estar presente para trazer suas necessidades, seus anseios e contribuir com o que considera importante para o futuro desse território”, conclui.
