Motoristas que trafegam pela BR-277, especialmente no trecho de Santa Terezinha de Itaipu, convivem há anos com filas e lentidão no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O problema, considerado histórico, foi tema de entrevista concedida rádio Cultura Foz por Bruno Feitosa, da Comunicação da PRF em Foz do Iguaçu.
Segundo Feitosa, o aumento do fluxo de veículos e a necessidade de barreiras de segurança tornam inevitáveis os congestionamentos na região. “Mesmo sem fiscalização ativa, apenas com a canalização do fluxo, já há demora na passagem. É uma questão estrutural”, explicou.
A solução definitiva, segundo ele, virá com a construção de novas unidades da PRF, previstas para o primeiro trimestre do próximo ano. Uma delas será instalada em São Miguel do Iguaçu, na região do Nova Roma, e outra em Foz do Iguaçu, próximo ao Porto Seco. As obras estão sob responsabilidade da concessionária EPR e devem ser concluídas até março.
“Com essa mudança de local, aí sim resolveria o problema do fluxo. Hoje, mesmo em situações ordinárias, já se geram muitos transtornos. Quando há fiscalizações ou feriados prolongados, o impacto é ainda maior”, destacou Feitosa.
Ele também ressaltou que a PRF continuará atuando na Ponte Internacional da Amizade e em outros pontos estratégicos da fronteira, mesmo sem unidade operacional fixa.
“A polícia vai atuar de qualquer forma, seja em pedágios, postos de gasolina ou dentro do Parque Nacional. O que muda é a estrutura de atendimento ao usuário”, afirmou.
Enquanto as obras não ficam prontas, a PRF pede paciência aos motoristas e reforça a necessidade de planejamento para quem trafega pelo trecho.
“A gente está ciente e pede que as pessoas tenham paciência e se planejem. Esse é um ponto de gargalo e vai haver demora no local”, concluiu.
